Moraes nega novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro
Decisão do magistrado menciona estabilidade clínica
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve negado um novo pedido de prisão domiciliar humanitária pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seguirá cumprindo pena de 27 anos e três meses em regime fechado em Brasília.
O magistrado, relator do processo por tentativa de golpe na Primeira Turma do Supremo, concluiu que o quadro clínico de Bolsonaro não atende aos requisitos estabelecidos pela jurisprudência da Corte.
Ao negar a prisão domiciliar, Moraes disse que o ex-mandatário apresenta problemas de saúde que podem ser tratados dentro do ambiente prisional e citou um laudo recente elaborado por peritos médicos da Polícia Federal.
A defesa, por sua vez, tinha alegado que seu cliente, de 70 anos de idade, apresenta múltiplas comorbidades que justificariam a conversão da pena para prisão domiciliar por "razões humanitárias".
O ex-presidente está preso em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, setor conhecido como "Papudinha", onde permanecem detidos outros condenados por integrar a trama golpista.
Na cela, tem recebido diversos líderes do campo conservador que buscam suas orientações políticas tendo em vista as eleições presidenciais de outubro deste ano, quando seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), disputará o pleito.
No último domingo (1º), Flávio garantiu em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que, caso seja eleito, seu pai voltará ao Palácio do Planalto em janeiro de 2027. .