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Lula e Eduardo Bolsonaro reagem ao ataque dos EUA à Venezuela; veja

Presidente brasileiro repudiou ação americana; Eduardo Bolsonaro celebrou queda de presidente venezuelano.

4 jan 2026 - 11h27
(atualizado em 4/1/2026 às 14h52)
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Lula disse que ataque americano à Venezuela é 'inaceitável'
Lula disse que ataque americano à Venezuela é 'inaceitável'
Foto: EPA/Shutterstock / BBC News Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou com duras palavras o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, cerca de sete horas após a ação americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3/1).

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", postou na rede social X, às 9h59 deste sábado.

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", continuou Lula.

Caracas foi bombardeada por volta de 2 horas da madrugada, no horário local (3h no horário de Brasília).

"A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz", continuou Lula.

"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação", concluiu o presidente.

Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos, exaltou os ataques americanos e disse que isso enfraqueceria o Foro de São Paulo, organização que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina.

"O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro (presidente da Colômbia) e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!", compartilhou em sua conta no Instagram.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também criticou a ação americana na rede social X.

Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) de Roraima já absorve impactos da situação da Venezuela. O Estado faz fronteira com a Venezuela e há anos vem recebendo imigrantes do país vizinho.

"Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde", escreveu.

Já o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, disse mais cedo que conversou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e que ele condenou os ataques.

"Conversei por telefone com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que expressou sua forte condenação a este ato sem precedentes de agressão militar criminosa contra o nosso povo. Agradecemos sinceramente suas manifestações de solidariedade", postou Yván Gil na rede social X.

Mapa mostra pontos da Venezuela atacados pelos EUA
Mapa mostra pontos da Venezuela atacados pelos EUA
Foto: BBC News Brasil

Ação dos EUA é 'aviso para poderosos da América do Sul', diz Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou solidariedade ao povo venezuelano e comemorou o ataque americano, por meio de uma nota divulgada em suas redes sociais.

"A operação executada por forças de segurança americanas contra a ditadura narcoterrorista que imperava na Venezuela representa o 'início do fim' do regime autoritário e criminoso que, por décadas, vem impondo sofrimento e morte a milhares de cidadãos venezuelanos e atingiu de forma brutal, principalmente, mulheres e crianças", escreveu.

Segundo Michelle, a operação americana seria "um aviso para todos os poderosos de outros países da América do Sul que, fazendo parte do mesmo grupo e alinhados ao narcoditador venezuelano, tentam copiar em seus países o modus operandi de Maduro".

A ex-primeira-dama cita, então, o que, na sua visão, seriam exemplos de atuação similar à de Maduro na região, sem apontar exatamente em quais países.

Entre essas ações estaria a "perseguição à oposição" e "o favorecimento, defesa e proteção aos traficantes".

Entenda o ataque dos EUA à Venezuela

Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea.

Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa para as 11h (horário local; 13h em Brasília), em Mar-a-Lago, propriedade do presidente no estado da Flórida.

Explosões foram ouvidas e fumaça pôde ser vista subindo sobre a capital venezuelana, Caracas, na madrugada deste sábado.

Vídeos gravados por moradores mostravam colunas de fumaça e detonações, além de algumas aeronaves voando a baixa altitude.

Várias áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica, segundo relatos de moradores e de jornalistas que colaboram com a BBC News Mundo, serviço de notícias em língua espanhola da BBC.

As explosões começaram a ser ouvidas pouco depois das 2h deste sábado em locais como a base aérea de La Carlota, em Caracas, e em áreas próximas.

Antes do post de Donald Trump afirmando a captura de Maduro, o governo da Venezuela havia denunciado o ocorrido como uma "agressão militar" dos Estados Unidos.

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira."

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