Lava Jato: esquema usou comerciantes da 25 de Março de SP
Ao apresentar denúncia contra 36 envolvidos no esquema de desvio e lavagem de dinheiro de propina na Petrobras, o coordenador da força-tarefa do Ministério Público, Deltan Dallagnol, revelou que ele era "bastante profissional e complexo” e envolveu até mesmo comerciantes da 25 de Março, tradicional rua de comércio popular no Centro de São Paulo. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, tudo acontecia por meio do doleiro Leonardo Meirelles, um dos operadores. Clientes da 25 de Março que desejavam enviar dinheiro para o exterior (por meio de importações fraudadas) conseguiam dele contratos de importação fictícios. O dinheiro, então, saía do País sem que nenhum bem correspondente entrasse.
Acontece que o dinheiro que seguia para o exterior, na verdade, era o desviado da Petrobras. Com a parceria do doleiro Alberto Youssef, o dinheiro vivo dos lojistas era usado para pagamento de propinas a políticos e funcionários da estatal.
"Algumas dessas empresas de Meirelles sequer tinham cadastro no Siscomex (cadastro de comércio exterior), nem autorização para fazer importações", disse Dallagnol ao jornal.
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