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Irmã de Marielle Franco se reúne com Macron

Anielle Franco teme que novo governo prejudique investigações

30 out 2018
16h21
atualizado às 17h00
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A irmã da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), Anielle, participou na última segunda-feira (29) da Cúpula Mundial de Defensores dos Direitos Humanos, em Paris, e recebeu um convite para se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, no palácio do Eliseu. As informações são da edição online do jornal "El País" no Brasil.

Anielle Franco participou de cúpula por direitos humanos.
Anielle Franco participou de cúpula por direitos humanos.
Foto: Reprodução / Facebook / Ansa - Brasil

Anielle teme que, com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, o crime não seja esclarecido. Macron aceitou o pedido e disse a jornalistas que cumprimentou Bolsonaro pela vitória, dizendo que espera que França e Brasil continuem "defendendo os valores comuns de respeito e promoção dos princípios democráticos".

"Ele [Macron} basicamente disse que ele [Bolsonaro] foi eleito democraticamente, o que é verdade. Mas lhe pedi que nos ajudasse a receber justiça, porque não acredito que estejamos seguras, e ele disse que nos podia ajudar com isso", afirmou Anielle. "Estou muito assustada não só por ele, mas sim pelo que os militares possam supor que podem fazer agora. [Bolsonaro] É contra mulheres, negros, homossexuais, é contra as mulheres no poder, contra os pobres... é uma loucura", acrescentou.

"Tudo aconteceu em março e ainda não temos uma resposta, não sabemos de onde veio a bala. Fomos ameaçadas, tanto na internet como cara a cara. Quando vou à escola ou ao trabalho, às vezes nos sentimos muito sozinhos no Brasil, não sabemos quem está nos protegendo e quem quer nos matar", lamentou.

Caso Marielle

Marielle Franco foi assassinada com quatro tiros na cabeça e seu motorista Anderson Gomes, atingido por três balas. Eles estavam saindo de um evento político-cultural, no bairro de Estácio, no centro do Rio de Janeiro, quando foram mortos, em 14 de março deste ano.

Câmeras de segurança flagraram os carros e os suspeitos. Porém, as investigações ainda não foram concluídas. Em agosto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reconheceu que "agentes do Estado" e "políticos" estão envolvidos no crime.Também admitiu dificuldades nas apurações.

Em julho, a Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro chegou a prender dois suspeitos. Segundo a polícia, os dois integravam o bando de Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, miliciano que está preso na penitenciária federal de Mossoró.

Ansa - Brasil   
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