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Caso Marielle está perto de um desfecho, diz Witzel

Governador ressaltou, no entanto, que não tem conhecimento de quem são as pessoas envolvidas

12 jan 2019
16h43
atualizado às 16h44
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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse neste sábado (12) que as investigações dos homicídios da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e do seu motorista Anderson Gomes, estão próximas de um desfecho. Ambos foram assassinados em 14 de março de 2018, na região central do Rio, quando o carro em que estavam foi alvejado por criminosos. "Talvez isso aconteça até o final desse mês", afirmou.

O governador ressaltou, no entanto, que não tem conhecimento de quem são as pessoas envolvidas. "Não tenho atribuição legal para olhar os autos, que estão sob sigilo".

O governador Wilson Witzel concede coletiva de imprensa após se reunir com secretariado no Palácio Guanabara no Rio de Janeiro (RJ), neste sábado (12/01/2019)
O governador Wilson Witzel concede coletiva de imprensa após se reunir com secretariado no Palácio Guanabara no Rio de Janeiro (RJ), neste sábado (12/01/2019)
Foto: jose lucena / Futura Press

Witzel falou das investigações sobre a morte de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, durante entrevista à imprensa para explicar os ajustes na administração prisional e na área de segurança pública fluminense.

Entre os ajustes, estão a nomeação do coronel da Polícia Militar, Alexandre Azevedo de Jesus, para o comando da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e a extinção da Secretaria Executiva do Conselho de Segurança Pública.

O coronel Azevedo substitui André Caffaro de Andrade, que pediu exoneração 11 dias após a posse. André seria o primeiro servidor público de carreira da Seap a assumir o comando da secretaria, confirmando promessa de campanha de Witzel.

"O André é meu amigo. Ele estava muito motivado. Infelizmente, esta semana ele teve um problema pessoal que eu não posso aqui mencionar. Isso afetou muito a vida dele", disse o governador. De acordo com Witzel, André continuará auxiliando a gestão da secretaria na medida de suas possibilidades.

Sobre a extinção da Secretaria Executiva do Conselho de Segurança Pública, anunciada apenas 11 dias após a sua criação, o governador explicou que a estrutura era prevista para durar seis meses e promover uma transição até que as novas secretarias da Polícia Militar e da Polícia Civil absorvessem todas as funções que eram desempenhadas pela extinta Secretaria de Estado de Segurança Pública (Seseg).

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Agência Brasil Agência Brasil

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