Exposição de Salvador Dalí começa domingo em São Paulo
A instalação estará aberta para visitação em três horários: 11h, 14h e 17h. Mais informações no site do instituto
Conhecido por retratar sonhos e fantasias e também por manter um bigode extremamente fino e com as pontas levantadas para o alto, o artista catalão e surrealista Salvador Dalí (1904-1989) será homenageado a partir do próximo domingo, 19 de outubro, em São Paulo, com uma mostra no Instituto Tomie Ohtake.
São 218 obras do pintor, divididas entre 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos. Muitas delas ilustrações para livros como "Alice no País das Maravilhas", "Fausto", "Dom Quixote" e "O Velho e o Mar", 15 fotos, 40 documentos, quatro filmes entre eles o famoso "O Cão Andaluz", dirigido por Luis Buñuel.
E até uma grande sala retratando a atriz norte-americana Mae West (1893-1980) como um apartamento - este espaço atrai curiosos (em filas geralmente longas) em busca de uma foto sentado em poltrona simulando a boca da atriz.
A exposição é gratuita, de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, até 11 de janeiro. Para participar, os visitantes precisam apenas de uma senha, que será distribuída no local, a partir das 10h.
A instalação estará aberta para visitação em três horários: 11h, 14h e 17h.
Dali, o surrealista
Dalí foi um dos principais nomes do surrealismo, movimento artístico bastante influenciado pelas teorias do psicólogo Sigmundo Freud (1856-1939) e que enfatiza o inconsciente. Foi pintor, desenhista, ilustrador, cineasta e cenógrafo. Suas pinturas retratam geralmente figuras recorrentes como relógios, muletas e corpos mutilados.
A mostra apresentas, principalmente, a década de 30, o auge do movimento surrealista. Ela já foi apresentada no Rio de Janeiro e chega a São Paulo com algumas novidades, entre elas cinco novas obras da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos.
Uma das obras, "O espectro do sex-appeal" (1934) retrata o pequeno óleo sobre madeira. Dalí mostra o temor pela sexualidade em outra tela, "O piano surrealista" (1937), fruto de sua colaboração com os irmãos Marx.
A curadoria é de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí.
“Estamos apresentando uma mostra antológica de Dalí, centrada em seu período surrealista. Também mostramos a evolução de sua carreira e como desenvolveu seu estilo”, salientou a curadora, em entrevista neste sábado à Agência Brasil.
Surrealismo no cinema
Paralelamente, duas mostras de cinema ocorrem para apresentar filmes de Dalí ou com temática surrealista. A primeira integra a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, iniciada na última quinta-feira (16) e que vai apresentar O Cão Andaluz e A Idade do Ouro (1930). A segunda está programada para dezembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS), e será denominada Surrealismo no Cinema.