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Cinco rotas para economizar com transporte no Centro-Oeste

12 nov 2015
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A Região Centro-Oeste é considerada o celeiro agrícola do País. Boa parte da produção de alimentos que são consumidos por aqui ou que vão para a exportação sai desta região.

No Centro-Oeste, o transporte de grãos conta com a Linha Actros, que além do desempenho, proporciona economia de combustível de até 6%
No Centro-Oeste, o transporte de grãos conta com a Linha Actros, que além do desempenho, proporciona economia de combustível de até 6%
Foto: Douglas Aby Saber - Gilmara Silva Santos - ME

Nas últimas décadas, a economia do Centro-Oeste cresceu acima da média nacional, puxada pelo acentuado aumento da produtividade no campo e a expansão da agroindústria. Distante dos portos e com boa parte da produção destinada a mercados externos, a região necessita de rotas para o litoral para assegurar que cargas transitem com agilidade, eficiência e com custos de transporte mais competitivos.

Com objetivo de contribuir para otimizar o transporte de cargas, a CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e as federações estaduais de indústria da região, identificou 106 obras urgentes, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias e portos. Os projetos representam um investimento total de R$ 36,4 bilhões e consolidariam 10 rotas entre os principais centros produtivos da região e seus destinos. Para a economia da região, esses eixos de transportes ajudariam a reduzir em até R$ 6 bilhões anuais (9% do total) os custos para movimentação de cargas na região, em uma estimativa até 2020.

Para Luiz Vicente Figueira de Mello, especialista em mobilidade urbana e coordenador do curso de Engenharia da Universidade Mackenzie Campinas, a principal questão é equilibrar todos os modais. E garante que mesmo com os investimentos em outros modais, os caminhões não deixaram de ser usados. “Eles serão ponto-chave de transporte quando você tem uma estação de trem, por exemplo. Muda o conceito do transporte do caminhão.”

Acompanhe abaixo as cinco rotas que podem contribuir para reduzir os custos com o transporte de cargas.

BR-163: via Miritituba, Santarém e Vila do Conde (PA)
Principal ligação do Centro-Oeste com o Norte do país, não está totalmente pavimentada no Pará. Uma vez concluída, viabilizará rota para a produção agrícola do norte de Mato Grosso até a hidrovia do Rio Tapajós.
Investimento: R$ 3,8 bilhões
Economia anual: R$ 2,2 bilhões (com base na movimentação de cargas projetada para 2020)

 

Ferrovia Norte-Sul: De Açailândia (MA) a Vila do Conde (PA)
A construção deste trecho consolidaria a FNS como espinha dorsal do transporte ferroviário, firmando rota estratégica para escoar a produção de importantes polos agroindustriais pelo Porto de Vila do Conde, no Pará.
Investimento: R$ 4,8 bilhões
Economia anual: R$ 361,3 milhões (2020)

 

BR-364 e Hidrovia do Madeira
A rodovia liga o oeste de Mato Grosso a Porto Velho (RO), conectando importantes polos agroindustriais à via fluvial mais movimentada da Bacia do Amazonas. A rodovia e a hidrovia precisam de obras de melhorias.
Investimento: R$ 3,1 bilhão
Economia anual: R$ 1,3 bilhão (2020)

 

Hidrovia Juruena-TapajósA rota fluvial ainda não é navegável, mas permitiria escoar a produção do norte de Mato Grosso até o litoral do Pará, criando uma rota ágil e barata para exportação de produtos agrícolas pela foz do Rio Amazonas.
Investimento: R$ 6,1 bilhões
Economia anual: R$ 3,3 bilhões (2020)


Hidrovia do Rio Paraguai, a partir de Sto. Antônio das Lendas (MT)
O via fluvial é utilizada para movimentar cargas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por Bolívia, Paraguai e Argentina até a foz do Rio da Prata, mas precisa de melhorias para navegabilidade.
Investimento: R$ 1,1 bilhão
Economia anual: R$ 1 bilhão (2020) 

 

Fonte: Gilmara Silva dos Santos - ME
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