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Eike Batista é condenado a 30 anos de prisão em desdobramento da Lava Jato

3 jul 2018 - 14h41
(atualizado às 15h04)
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O empresário Eike Batista foi condenado nesta terça-feira a 30 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz federal Marcelo Bretas em um processo ligado à operação Lava Jato, no qual o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral também foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão.

Eike Batista entra na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro
31/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Eike Batista entra na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro 31/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Em sua sentença, Bretas afirmou que Eike pagou 16,5 milhões de dólares em propina a Cabral quando este governava o Estado do Rio de Janeiro para que o então governador usasse seu cargo para beneficiar os interesses de seu grupo empresarial.

"O condenado Eike Batista, influente empresário brasileiro, foi o responsável pelo esquema de corrupção e de pagamentos indevidos a Sérgio Cabral tratado nestes autos. A arquitetura criminosa foi engendrada em sua própria empresa, sendo de muito difícil detecção para os órgãos de investigação, e não por acaso durante muitos anos o condenado logrou evitar fossem tais esquemas criminosos descobertos e reprimidos", escreveu Bretas.

"Trata-se de pessoa que, a despeito de possuir situação financeira abastada, revelou dolo elevado em seu agir. Homem de negócios conhecido mundialmente, e exatamente por isso, suas práticas empresariais criminosas foram potencialmente capazes de contaminar o ambiente de negócios e a reputação do empresariado brasileiro, causando cicatrizes profundas na confiança de investidores e empreendedores que, num passado recente, viam o Brasil como boa opção de investimento."

O advogado de Eike, Fernando Martins, informou em nota que irá recorrer da decisão.

Eike, que já foi o homem mais rico do Brasil e tinha planos para se tornar o mais rico do mundo, comandou um império empresarial que ia do setor de mineração ao de petróleo e gás, passando pelo de entretenimento. Seu conglomerado, EBX, começou a ruir em 2013 com algumas de suas empresas vendidas ou colocadas em recuperação judicial.

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