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Dino impede Congresso de aprovar novas leis com penduricalhos que superam teto do funcionalismo

19 fev 2026 - 11h50
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O ministro Flávio Dino, do ‌Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta quinta-feira uma nova liminar para ampliar o escopo de proibições e impediu que o Congresso Nacional aprove novas leis que prevejam o pagamento de penduricalhos que extrapolem o teto remuneratório a funcionários ⁠públicos dos Três Poderes, de R$46.366,19 mensais, valor correspondente ‌ao salário dos ministros do STF.

"É vedada a aplicação de qualquer legislação nova sobre parcelas remuneratórias e ‌indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional", ‌disse o magistrado.

"Essa determinação vale inclusive para a ⁠edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos, salvo a lei nacional a que alude a Emenda Constitucional nº 135/2024", acrescentou ele, em referência à emenda do teto de gastos que prevê que ‌apenas verbas indenizatórias previstas em lei nacional ficam fora do ‌teto remuneratório.

Após o ⁠questionamento de ⁠diversas entidades de servidores e membros de Poderes, a decisão desta ⁠quinta do ministro do ‌STF é um complemento ‌àquela que ele tomou na semana passada, quando havia ordenado a imediata suspensão do pagamento de penduricalhos que extrapolassem o teto do funcionalismo.

As duas liminares ⁠de Dino terão de ser referendadas ou derrubadas pelo plenário do Supremo de forma colegiada.

A medida também ocorre pouco depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter vetado trechos ‌de um projeto de lei aprovado pelo Congresso que abria margem para que servidores das duas Casas Legislativas ⁠e do Tribunal de Contas da União (TCU) pudessem ganhar mais do que o teto do funcionalismo por meio de penduricalhos.

Na decisão desta quinta, Dino reafirmou que fica mantido o prazo de 60 dias para os órgãos públicos "publicarem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam".

O magistrado destacou ainda que caberá exclusivamente ao Supremo examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional.

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