Corpo de Márcio Thomaz Bastos é velado em São Paulo
Ex-ministro da Justiça morreu na manhã desta quinta-feira aos 79 anos
O corpo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos chegou pontualmente às 15 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo, na capital paulista, onde será velado na tarde deste sábado.
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, e membros da família carregaram o caixão com o corpo para dentro da assembleia.
Márcio Thomaz Bastos morreu na manhã desta quinta-feira, aos 79 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar. De acordo com a instituição, a família não autorizou a divulgação da causa exata da morte.
Velório
A presidente Dilma Rousseff chegou por volta das 16h10 ao velório do ex-ministro da Justrça Márcio Thomaz Bastos. Sem muito alarde, Dilma chegou pela porta lateral e procurou ficar a maior parte do tempo ao lado da viúva de Thomaz Bastos, Mario Leonor de Castro Bastos.
O vice-presidente da República, Michel Temer, lamentou a morte do ex-ministro dizendo ser uma perda de um símbolo da democracia e da vida pública. "Em primeiro lugar, perco um grande amigo. Sou amigo dele há 35 anos. Mas, mais do que isso, é uma perda para a advocacia”, afirmou o vice-presidente.
O governador eleito de Minas Gerais e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, falou com a imprensa e ressaltou o relacionamento estreito dele com Thomaz Bastos quando este era ministro da Justiça e Pimentel prefeito de Belo Horizonte. Ele ainda dedicou solidariedade à família e disse que o jurista é um exemplo para o futuro.
“É um momento de tristeza para todos nós, um advogado de talento com um trabalho importante para a construção democrática do Brasil. E mais importante que isso, perdi um grande amigo.”
Pimentel ainda ressaltou a importância do ex-ministro para o desenvolvimento da Justiça no País. “Ele sempre trabalhou em reconhecimento da instituição do Judiciário com independência e liberdade”.
O ex-ministro das Comunicações no governo Lula, Miro Teixeira, chegou logo após a presidente Dilma e afirmou que Márcio Thomaz Bastos era um homem de eficiência. “Ele não gostava de espetáculos, mas sim de eficiência.”
Outro ex-ministro petista a comparecer no velório, Alexandre Padilha (Saúde), candidato do PT derrotado ao governo do Estado de São Paulo, lembrou da importância de Thomaz Bastos para a criação da Força Nacional.
"Tinha uma relação de muita amizade com ele. O Márcio foi quem montou meu plano de segurança quando candidato ao governo do Estado (de São Paulo)", relembrou o ex-mandatário da saúde. "Ele fortaleceu a PF e criou a Força Nacional, que pode atuar em tantas ações nos últimos anos".
Única membro da oposição a participar do velório, o senador Aloizio Nunes (PSDB-SP), afirmou que o ex-ministro da Justiça foi "um dos grandes advogados da história do Brasil". "Márcio Thomaz Bastos era um defensor intransigente dos direitos, sem nunca se afasta da ética", disse o senador tucano. "Ele era também um homem sedutor, inteligente, brilhante, e vai fazer muita falta a todos nós".
Um dos últimos a chegar ao velório, na tarde desta quinta-feira, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), lembrou da amizade que tinha com o ex-ministro, desde o tempo que era governador de São Paulo.
"Eu convivi com o Thomaz Bastos por mais de 40 anos. Embora ele fosse um homem do PT, ele era um homem da Justiça. Ele era um homem do bem, sem nenhum preconceito."
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