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Venezuelano de 21 anos é morto em SP por dívida de R$ 100

Entidade de combate à violência e discriminação chama crime de xenofobia e compara ao assassinato do congolês Moïse Kabagambe

9 fev 2022 18h06
| atualizado em 14/2/2022 às 10h15
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Um venezuelano de 21 anos, identificado como Marcelo Caraballo, foi assassinado no município de Mauá, na Grande São Paulo, na última quinta-feira, 3, por conta de uma dívida de aluguel no valor de R$ 100. Segundo a polícia, o crime aconteceu durante uma briga, ocorrida por volta das 20h30 no bairro Jardim Oratório. O autor do crime foi identificado e preso temporariamente nesta terça-feira, 8, pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados na quinta-feira e tiveram conhecimento da briga. O autor do crime foi identificado como um homem de 41 anos que seria o locatário do apartamento onde Marcelo estaria morando.

Entidade pede justiça por assassinato de venezuelano de 21 anos na Grande São Paulo; crime é visto como xenofobia e racismo e comparado ao assassinato de Moïse Kabagambe
Entidade pede justiça por assassinato de venezuelano de 21 anos na Grande São Paulo; crime é visto como xenofobia e racismo e comparado ao assassinato de Moïse Kabagambe
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

Durante a briga, o acusado atirou no venezuelano e fugiu em seguida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte do jovem no local do crime. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 1ºDP de Mauá, que investiga os fatos em inquérito policial.

Nesta terça-feira, 8, algumas entidades pediram justiça pelo migrante e fizeram um paralelo com o assassinato de Moïse Kabagambe, congolês assassinado no Rio de janeiro. "Enquanto nos mobilizamos pela morte do Moïse, aconteceu outro crime de xenofobia e racismo que acabou com a vida de Marcelo, migrante venezuelano que morava em Mauá (SP). Uma e outra vez gritamos: BASTA DE XENOFOBIA, BASTA DE RACISMO!", publicou a Base Warmis, grupo de mulheres voluntárias que atua no combate à violência e discriminação.

Estadão
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