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Um dos suspeitos de matar Moïse se apresenta à Polícia do RJ

Assim como o congolês, os três homens trabalhavam como vendedores na praia para o quiosque Tropicália em troca de diárias

1 fev 2022 - 17h48
(atualizado em 4/2/2022 às 14h18)
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Um dos três homens suspeitos de agredir até a morte o congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, se apresentou à Polícia Civil do Rio na tarde desta terça-feira, 1º. O rapaz, conhecido como Dezenove por não ter um dos dedos, vendia bebidas na areia para o quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). O congolês também trabalhava para o estabelecimento, sem contrato formal. Recebia por dia trabalhado.

Policiais da Delegacia de Homicídios identificaram os três suspeitos a partir de imagens de câmeras de segurança. Além de Dezenove, podem ser acusados do crime Alexander Luiz da Silva, o Tota, e um terceiro agressor conhecido como Belo. Seriam, como Moïse, vendedores diaristas que trabalham na areia para o Tropicália. Dois outros homens que aparecem no vídeo não participaram das agressões a Moïse. Um trabalha em um quiosque vizinho, e outro era um cliente.

Segundo parentes, Moise Kabagambe morreu depois de ser agredido por cinco homens após cobrar uma dívida de trabalho em quiosque da Barra da Tijuca. 
Segundo parentes, Moise Kabagambe morreu depois de ser agredido por cinco homens após cobrar uma dívida de trabalho em quiosque da Barra da Tijuca.
Foto: Facebook/Reprodução / Estadão

Na segunda-feira, 24, o congolês teria ido, segundo sua família, cobrar um pagamento que ainda não recebera do dono do quiosque, identificado como Fábio. O proprietário não estava. Houve discussão com um homem que seria uma espécie de gerente do Tropicália. O bate-boca virou briga. Os vendedores então se envolveram na confusão e espancaram Moïse até a morte.

Dezenove apresentou-se à 34 DP (Bangu) e foi conduzido à Delegacia de Homicídios (DH) da capital, na Barra da Tijuca, onde prestou depoimento. Policiais da DH conseguiram falar por telefone com Tota. O rapaz aceitou se apresentar à polícia como testemunha. Os policiais iam ao seu encontro na estação ferroviária de Santa Cruz (zona oeste) para conduzi-lo à DH.

Agentes da Homicídios estiveram nesta terça-feira, 1, no Tropicália. O quiosque foi interditado por determinação da Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Estadão
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