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Trajetória de Luiz Gama está ligada ao centro de São Paulo; conheça pontos marcantes

Largo de São Francisco, Rua São Bento, Cemitério da Consolação e outros espaços da região central fizeram parte da história do advogado, escritor e líder abolicionista

11 jul 2021 05h10
| atualizado às 13h23
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Em tempos que muitos dos nomes mais influentes do País estavam no Rio, então capital federal, Luiz Gama entrou para a história do Brasil por uma trajetória majoritariamente vivida em São Paulo. Pouco daquela cidade ainda resta na paisagem urbana, mas alguns lugares paulistanos ainda guardam um pouco da memória do escritor, jornalista, advogado, abolicionista e homem de outros tantos ofícios ao longo do século 19 e que passa por um momento de revalorização.

Um desses lugares é o Largo de São Francisco. Negro, Gama não foi aceito como estudante formal da Faculdade de Direito, mas frequentou aulas como ouvinte e esteve presente em diversos momentos marcantes. Desde 2017, dá nome a uma sala da instituição.

Perto dali, na Rua São Bento, fundou, dirigiu e redigiu o semanário ilustrado O Polichinelo, em 1876, como destaca a pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira. Era, contudo, na então Rua da Imperatriz, rebatizada de Rua XV de Novembro depois da Proclamação da República, que mantinha um escritório.

Gama não vivia muito longe do hoje centro velho. Sua residência ficava na então Rua do Brás, rebatizada décadas depois com o nome de outro abolicionista, tornando-se a Avenida Rangel Pestana.

Após o histórico cortejo de sua morte, que movimentou algumas milhares de pessoas e fez o comércio fechar mais cedo, foi enterrado no Cemitério da Consolação. O túmulo segue preservado no mesmo local e se tornou um ponto simbólico em caminhadas realizadas pelo movimento negro nas décadas seguintes.

No mesmo ano, deu nome à Rua Luiz Gama (também grafada como Luís Gama), no Cambuci, que liga a Avenida do Estado até a Rua dos Lavapés. Mais adiante, nos anos 1930, teve um monumento em sua homenagem instalado no Largo do Arouche, também na região central. O busto segue até hoje no local e é fruto de uma homenagem idealizada pelo movimento da época.

Fora do centro, dois espaços ligados a Gama em São Paulo são as Bibliotecas Brasiliana Mindlin e do Instituto de Estudos Brasileiros, ambas na USP. Segundo a pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira, são as únicas do País a ter exemplares da primeira edição de Primeiras Trovas Burlescas, primeiro livro do autor, de 1859.

Estadão
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