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Tragédia em Santa Maria

Justiça nega liberdade a sócio da Boate Kiss e vocalista de banda

Desembargador argumentou que causas do incêndio ainda não estão claras

14 fev 2013 - 18h36
(atualizado às 18h45)
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Empresário Mauro Hoffmann, dono da Boate Kiss, é preso preventivamente após se apresentar à polícia
Empresário Mauro Hoffmann, dono da Boate Kiss, é preso preventivamente após se apresentar à polícia
Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer

A Justiça do Rio Grande do Sul negou os pedidos de liberdade de Mauro Hoffmann, um dos sócios proprietários da Boate Kiss, e de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que seria a responsável pelos efeitos pirotécnicos que teriam provocado o incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro em Santa Maria, deixando mais de 230 mortos.

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Os pedidos de habeas-corpus foram deferidos pelo desembargador Manuel José Martinez Lucas, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), no dia 7 de fevereiro e na última quarta-feira, respectivamente. Nos despachos, o magistrado alegou que ainda são "nebulosas" as circunstâncias da tragédia, sobretudo as causas precisas do incêndio que destruiu a boate, bem como a responsabilidade dos envolvidos.

O desembargador ressaltou ainda que a concessão de liminar em habeas-corpus é admitida quando a ilegalidade de prisão é evidente, o que, a seu ver, não é o caso. O magistrado considerou que a decisão do juiz de Santa Maria - que em primeira instância determinou a manutenção da prisão temporária dos réus - está bem fundamentada, expondo as razões pelas quais foi decidida a segregação dos acusados.

O mérito dos dois pedidos ainda será analisado em julgamento da Câmara, após parecer do Ministério Público.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

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A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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