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Tragédia em Santa Maria

Em 1º dia de fiscalização, 18 bares são fechados no Paraná

1 fev 2013 - 13h37
(atualizado às 13h37)
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A tragédia de Santa Maria (RS) motivou as autoridades paranaenses a adotarem medidas mais rigorosas de fiscalização de bares e casas noturnas. Apesar de já haver um órgão de fiscalização - formado por Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Vigiliância Sanitária, guardas municipais, entre outros órgãoa -, a Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU) decidiu intensificar suas ações após o incêndio no Rio Grande do Sul. Na noite de quinta-feira, a primeira de fiscalização, 18 estabelecimentos foram fechados em Curitiba, Cascavel, Toledo, Guarapuava e no litoral do Estado.

<strong>Andressa Inaja de Moura Ferreira</strong> estudava Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria. Representou a cidade de Santa Rosa no concurso Garota Verão em 2011
Andressa Inaja de Moura Ferreira estudava Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria. Representou a cidade de Santa Rosa no concurso Garota Verão em 2011
Foto: Facebook / Reprodução

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Na capital, seis estabelecimentos do bairro Batel, o mais movimentado da noite curitibana, foram visitados. Três deles foram fechados: o Aos Democratas Bar e Restaurante, o Curitibano Café Bar (O Bar Curityba) e o Class Night Club.

Segundo o Corpo de Bombeiros, no Aos Democratas, foram interditados dois dos três andares por inadequações na escada de incêndio. Assim, apenas o piso térreo está liberado para receber clientes. O Bar Curityba foi totalmente interditado. Segundo a Vigilância Sanitária, a cozinha apresentava condições precárias de higiene, assim como o Class, que foi fechado por não apresentar a documentação sobre as vistorias da Vigilância Sanitária.

Em nota, a assessoria do Class informou que está providenciando os documentos ainda nesta sexta-feira. A administração do Aos Democratas confirmou que está realizando obras para a adequação das escadas de incêndio e que, até a conclusão da reforma, abrirá apenas o andar térreo. Já o proprietário do Bar Curityba, Marcelo Amaral Santana, contestou a interdição, alegando não ter oportunidade de defesa. Santana disse que buscará meios legais para reverter a decisão.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

Entenda detalhes de como aconteceu a tragédia em Santa Maria, na região central do RS, que chocou o País e o mundo e como era a Boate Kiss por dentro

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Especial para Terra
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