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Tragédia em Santa Maria

Atendimento às vítimas da Kiss entra na 3ª fase; 26 seguem internados

22 fev 2013 - 20h21
(atualizado às 21h05)
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Padilha cumprimenta membro da Força Nacional do SUS em Santa Maria
Padilha cumprimenta membro da Força Nacional do SUS em Santa Maria
Foto: Erasmo Salomão / Ascom-MS / Divulgação

Quase um mês após a tragédia do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), 26 pacientes ainda permanecem internados, dos quais quatro em estado grave. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira, no município gaúcho, as medidas da terceira fase de apoio às vítimas do incêndio, que aconteceu no dia 27 de janeiro. Segundo Padilha, as prioridades da pasta são o atendimento a pacientes que foram internados e tiveram comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; o acompanhamento das pessoas que estiveram na boate na hora do incêndio ou logo depois e inalaram fumaça tóxica; e também o apoio psicológico aos familiares das vítimas e aos profissionais envolvidos no atendimento.

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As medidas fazem parte de um termo de compromisso que envolve o Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, as secretarias municipais de Saúde de Santa Maria e de Porto Alegre e a Universidade Federal de Santa Maria/Hospital Universitário de Santa Maria. O documento organiza o trabalho de acompanhamento clínico e psicossocial dos atingidos.

Segundo o Ministério da Saúde, em março será aberto um espaço no site da pasta para o cadastramento das pessoas que estiveram na boate no dia do incêndio, para que o sistema de saúde possa fazer o acompanhamento clínico das pessoas que estiveram expostas ao incêndio, que matou 239 pessoas.

O ministério anunciou também que vai apoiar a associação criada por parentes e amigos das vítimas e que vai manter em funcionamento por pelo menos mais seis meses o serviço de acolhimento 24 horas no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Santa Maria.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

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Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Agência Brasil Agência Brasil
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