Irmão de Eloá baleado: Tenente da Rota tem sedação reduzida e evolui bem, diz boletim
Ronickson Pimentel segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP), e apresenta evolução no tratamento
O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, apresentou “resposta satisfatória”, após a redução da sedação, segundo o boletim médico desta terça-feira, 30. Ele segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP).
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Eloá foi a adolescente de 15 anos sequestrado, em 2008 em Santo André, pelo namorado Lindemberg Fernandes Alves, que a matou após 100 horas de negociação.
Conforme a equipe médica, também houve redução da medicação para suporte da pressão arterial, com melhora dos parâmetros de monitoramento. “O oficial permanece sem febre e com o funcionamento adequado dos demais órgãos”, diz o comunicado.
Nesta quarta, 1º, é prevista ainda a realização de nova tomografia de crânio e a continuidade da redução da sedação. Também foram adotadas medidas adicionais de suporte para auxiliar o oficial na superação do quadro.
No sábado, 27, Ronickson foi alvo de uma tentativa de homicídio. No domingo, 28, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de dois dos três suspeitos capturados, após o 1º Batalhão de Polícia de Choque encontrá-los na região de Guaianases, na zona leste da capital paulista.
Segundo a PM, um deles confessou ter prestado apoio logístico aos executores. Outro também é investigado por envolvimento no suporte à ação criminosa. A dupla estaria atuando de forma coordenada com os executores por meio de veículos que acompanharam a motocicleta utilizada no atentado antes e após o crime.
Já o terceiro indivíduo, embora não seja apontado como participante direto da execução, "foi peça fundamental para identificação dos demais envolvidos". A SSP informou ainda que ele estava acompanhando o pai detido.
Dois veículos que estavam com eles foram apreendidos e passam por perícia do Instituto de Criminalística. A prisão temporária dos dois foi decretada pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André.
As autoridades seguem na tentativa de localizar os demais envolvidos, que teriam ligação com o crime organizado, e apontar a motivação do crime.
O ataque ocorreu no sábado, 27, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que uma dupla em uma moto se aproxima de Ronickson, parado em um semáforo na Avenida Goiás. A imagem é parcialmente encoberta por uma árvore, mas registra quando o militar cai sobre o asfalto.
O Tenente Pimentel foi atingido na cabeça e socorrido pelo helicóptero Águia e passou por uma cirurgia neurológica "complexa".
"O momento exige extrema cautela, mas a equipe médica e a Polícia Militar mantêm as esperanças na recuperação do policial", acrescentou a corporação.
O PM é 1º tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo e integra a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Ele é irmão mais velho de Eloá, jovem que foi morta aos 15 anos, depois de ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um apartamento em Santo André, em 2008.
Relembre o caso
Em 13 de outubro de 2008, por volta das 13h, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel na região do ABC Paulista, após não se conformar com o fim do relacionamento entre os dois.
Durante o sequestro, que durou 5 dias, Lindemberg manteve a ex-namorada e outros 3 colegas em cárcere privado. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados pelo sequestrador na mesma noite. Já Nayara Rodrigues da Silva, outra colega de Eloá, conseguiu deixar o cativeiro no dia 14, mas acabou voltando para auxiliar nas negociações.
Após dias de negociações com Lindemberg, sem sucesso, a polícia decidiu invadir o apartamento onde as vítimas eram mantidas reféns. O sequestro, que durou cerca de 100 horas, foi acompanhado pelo País inteiro e se prolongou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia decidiu invadir o apartamento após inúmeras tentativas frustradas de negociações.
Durante a invasão policial ao apartamento, Lindemberg reagiu atirando contra as duas jovens. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Nayara foi atingida no rosto, foi socorrida e sobreviveu.
Em 16 de fevereiro de 2012, 4 anos após o crime, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.
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