Irmão de Eloá, tenente da PM baleado tem melhora do edema cerebral, mas quadro ainda é grave
Segundo a PM, ele está sedado e em ventilação mecânica na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP)
O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, apresentou uma melhora do quadro de edema cerebral. Apesar da “evolução positiva, seu estado de saúde ainda é considerado grave”, conforme divulgou a equipe das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), na tarde desta segunda-feira, 29.
Em outubro de 2008 o Brasil acompanhou o sequestro da adolescente de 15 anos, Eloá Cristina Pimentel, em Santo André pelo namorado Lindemberg Fernandes Alves. Foram 100 horas de negociação entre polícia e sequestrador e o desfecho foi o assassinato da jovem.
Segundo a corporação, ele segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sedado, em ventilação mecânica e sob acompanhamento médico contínuo.
No sábado, 27, Ronickson foi alvo de uma tentativa de homicídio. No domingo, 28, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de dois dos três suspeitos capturados, após o 1º Batalhão de Polícia de Choque encontrá-los na região de Guaianases, na zona leste da capital paulista.
Segundo a PM, um deles confessou ter prestado apoio logístico aos executores. Outro também é investigado por envolvimento no suporte à ação criminosa. A dupla estaria atuando de forma coordenada com os executores por meio de veículos que acompanharam a motocicleta utilizada no atentado antes e após o crime.
Já o terceiro indivíduo, embora não seja apontado como participante direto da execução, "foi peça fundamental para identificação dos demais envolvidos". A SSP informou ainda que ele estava acompanhando o pai detido.
Dois veículos que estavam com eles foram apreendidos e passam por perícia do Instituto de Criminalística. A prisão temporária dos dois foi decretada pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André.
As autoridades seguem na tentativa de localizar os demais envolvidos, que teriam ligação com o crime organizado, e apontar a motivação do crime.
O ataque ocorreu no sábado, 27, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que uma dupla em uma moto se aproxima de Ronickson, parado em um semáforo na Avenida Goiás. A imagem é parcialmente encoberta por uma árvore, mas registra quando o militar cai sobre o asfalto.
O Tenente Pimentel foi atingido na cabeça e socorrido pelo helicóptero Águia e passou por uma cirurgia neurológica "complexa".
"O momento exige extrema cautela, mas a equipe médica e a Polícia Militar mantêm as esperanças na recuperação do policial", acrescentou a corporação.
O PM é 1º tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo e integra a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Ele é irmão mais velho de Eloá, jovem que foi morta aos 15 anos, depois de ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um apartamento em Santo André, em 2008.
Relembre o caso
Em 13 de outubro de 2008, por volta das 13h, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel na região do ABC Paulista, após não se conformar com o fim do relacionamento entre os dois.
Durante o sequestro, que durou 5 dias, Lindemberg manteve a ex-namorada e outros 3 colegas em cárcere privado. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados pelo sequestrador na mesma noite. Já Nayara Rodrigues da Silva, outra colega de Eloá, conseguiu deixar o cativeiro no dia 14, mas acabou voltando para auxiliar nas negociações.
Após dias de negociações com Lindemberg, sem sucesso, a polícia decidiu invadir o apartamento onde as vítimas eram mantidas reféns. O sequestro, que durou cerca de 100 horas, foi acompanhado pelo País inteiro e se prolongou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia decidiu invadir o apartamento após inúmeras tentativas frustradas de negociações.
Durante a invasão policial ao apartamento, Lindemberg reagiu atirando contra as duas jovens. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Nayara foi atingida no rosto, foi socorrida e sobreviveu.
Em 16 de fevereiro de 2012, 4 anos após o crime, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.
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