Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Cidades

Publicidade

Pai é condenado a mais de 24 anos de prisão por matar filha de 4 anos asfixiada em São Paulo

Ricardo Krause Esteves Najjar enfrentou terceiro julgamento após morte da filha por asfixia em 2015; 'Estadão' aguarda o retorno da defesa

17 ago 2026 - 11h10
(atualizado às 11h15)
Compartilhar
Exibir comentários
Ricardo enfrentou terceiro julgamento após morte da filha por asfixia em 2015
Ricardo enfrentou terceiro julgamento após morte da filha por asfixia em 2015
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Ricardo Krause Esteves Najjar, auxiliar administrativo, foi condenado na sexta-feira, 14, a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato da filha, Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de 4 anos. A menina morreu por asfixia em dezembro de 2015, na zona sul de São Paulo. A sentença foi proferida pelo Conselho de Sentença após três dias de julgamento, informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O Estadão entrou em contato com a defesa de Najjar e aguarda retorno.

Segundo a Justiça, a decisão manteve a qualificatória de meio cruel contra a vítima (menor de 14 anos) e aumentou a pena, mesmo com o réu negando o crime durante todo o processo.

"A agravante sanciona a violação do dever de assistência, proteção e apoio mútuo inerente à relação entre pais e filhos, revelando maior insensibilidade moral do agente", disse a juíza Melanie Liesenberg, que presidiu o julgamento.

Conforme a Justiça, este foi o terceiro julgamento do processo. O primeiro foi anulado por contradições na votação dos quesitos pelo jurado e o segundo por decisão contrária à prova dos autos.

Em setembro de 2020, a 12ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o júri popular que condenou Ricardo. Em 2018, após duas sessões, ele já havia sido considerado culpado pelo homicídio e a pena definida em 24 anos, 10 meses e 20 dias.

O caso

Em 2015, a Polícia Civil concluiu que a menina Sophia, de 4 anos, foi assassinada pelo pai. Ela foi encontrada morta com um saco plástico na cabeça no dia 2 de dezembro, no apartamento do pai, na zona sul de São Paulo.

No início, havia suspeita de que a criança tivesse sufocado acidentalmente. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML), porém, apontam que ela foi vítima de agressão, mas descartaram abusos sexuais.

Segundo os exames, Sophia morreu sufocada por esganadura, teve o tímpano esquerdo estourado, sofreu um edema cerebral e ficou com 21 hematomas espalhados pelo corpo. A principal suspeita é que ela tenha sido assassinada após contrariar o pai.

Em depoimento, Najjar afirmou que encontrou a menina caída após sair do banho. Ele teria posto a criança sobre a cama e só então tentado tirar o saco que a sufocava. Ao perceber que havia sangramento no rosto de Sophia, ele teria ligado para pedir socorro. Os policiais, no entanto, contestam a versão do suspeito.

Os dados do telefone de Najjar mostram que ele teria ligado primeiro para o pai, depois para a namorada e só depois para o Samu. Segundo Elisabeth Sato, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o auxiliar administrativo não chorou nem esboçou nenhum tipo de reação durante os depoimentos. "Estamos convictos da autoria", disse.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra