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SP: túmulo menor faz família adiar enterro em Bauru

6 set 2011 - 10h44
(atualizado às 10h56)
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Wagner Carvalho
Direto de Bauru

Uma família passou por uma situação incomum no final da tarde desta segunda-feira em Bauru, a 343 km de São Paulo. Na hora de sepultar Almir Rogério Faria Pereira, 28 anos, os familiares descobriram que o túmulo oferecido pelo município era bem menor do que o tamanho da urna.

O problema aconteceu no cemitério Cristo Rei, por volta das 16h, horário marcado para o sepultamento. O caixão não entrava na cova de tamanho padrão e foi preciso mais de duas horas para que o problema fosse finalmente resolvido.

A empresa funerária responsável pelo velório afirma que avisou à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) da necessidade de se abrir uma cova maior. Os funcionários da Emdurb negaram conhecer o fato.

Paulo Jorge André, gerente de Necrópole Funerária da Emdurb, nega o atraso de duas horas. "Não fomos avisados pela funerária do tamanho da urna, mas como temos um cemitério no Jardim Redentor com covas adaptadas para pessoas de grande estatura e obesas, o sepultamento foi realizado lá e o atraso foi de, no máximo, uma hora" afirma.

Augusto Cardoso, gerente da funerária, contradiz o representante da Emdurb e afirma que informou sobre o tamanho especial da urna. "Nós avisamos sempre, mas padrões diferentes de covas em cada cemitério da cidade atrapalham. Obesos e pessoas mais altas só podem ser enterrados em um cemitério em Bauru", critica. De acordo com Cardoso, foi sugerida a retirada das alças da urna, o que facilitaria a acomodação no túmulo. A opção não foi aceita pela família.

Fonte: Especial para Terra
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