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SP: pacientes fogem de hospital psiquiátrico durante incêndio

18 fev 2013 - 11h51
(atualizado às 11h54)
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Segundo a Polícia Civil, os próprios internos atearam fogo em colchões e toalhas em um dos quartos
Segundo a Polícia Civil, os próprios internos atearam fogo em colchões e toalhas em um dos quartos
Foto: Victor Rodrigues/ Tupacity.com / Divulgação

Um incêndio de grandes proporções destruiu parte do Instituto de Psiquiatria de Tupã (IPT), no interior de São Paulo, na noite de domingo. Segundo a Polícia Civil, os próprios internos atearam fogo em colchões e toalhas em um dos quartos, que se alastrou para toda a ala masculina da unidade. Além das viaturas do Corpo de Bombeiros, caminhões-pipa da prefeitura e da Sabesp auxiliaram no combate às chamas. O trabalho durou cerca de uma hora e moradores vizinhos ao hospital ajudaram a resgatar os internos. 

De acordo com a polícia, 210 pacientes que realizam tratamento psicológico e contra dependência química estavam internados na ala atingida e tiveram que ser retirados às pressas. Informações preliminares são de que ao menos 30 teriam aproveitado o tumulto para fugir. "Ainda não sabemos ao certo quantos conseguiram (fugir). Faremos esse levantamento junto com o hospital. A maioria é de pacientes que estavam internados por determinação judicial para tratamento contra as drogas”, explicou o delegado seccional de Tupã, Luiz Antônio Hauy.

Durante os trabalhos de rescaldo, os internos foram levados para um terreno em frente ao IPT, momento em que aproveitaram para escapar. A Polícia Militar fez buscas pela região do hospital psiquiátrico durante a madrugada e resgatou alguns dos pacientes. Uma das internas foi encontrada próximo à base da Polícia Rodoviária de Tupã, na SP-294.

Como as chamas se restringiram a apenas uma ala, as demais puderam ser ocupadas sem riscos e os internos foram acomodados em outra parte do hospital. Haveria ainda denúncias de maus tratos no local, motivo pelo qual os internos teriam ateado fogo à unidade. “Ainda não temos nada nesse sentido, mas diante da denúncia vamos investigar essa possibilidade”, explicou o delegado. O Terra tentou contato por diversas vezes com a direção do IPT para comentar o assunto, mas não foi atendido.

Fonte: Especial para Terra
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