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SP: grupo acampa em frente a casa de vereador após protesto em Campinas

8 set 2013 - 11h58
(atualizado às 14h38)
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Um grupo de manifestantes acampou em frente à casa do presidente da Câmara Municipal de Campinas (SP), vereador Campos Filho (DEM)
Um grupo de manifestantes acampou em frente à casa do presidente da Câmara Municipal de Campinas (SP), vereador Campos Filho (DEM)
Foto: Denny Cesare / Futura Press

Um grupo de manifestantes acampou em frente à casa do presidente da Câmara Municipal de Campinas (SP), vereador Campos Filho (DEM). A concentração na rua do parlamentar ocorreu após a passeata do Dia da Independência, que contou com cerca de 200 manifestantes. No final da tarde de ontem, o protesto se resumiu a menos de 20 integrantes, que rumaram com destino à Vila Industrial, onde fica o prédio do parlamentar.

Ainda ontem, os manifestantes realizaram um protesto pacífico e com muito barulho pelas ruas de Campinas. O ato foi acompanhado de perto por soldados da Policia Militar, que colocou seus homens de prontidão para evitar tumultos. Na onda de protestos de junho e julho, houve vários saques e atos de vandalismo na prefeitura, na Câmara, em estabelecimentos comerciais e agencias bancárias.

Os manifestantes pedem a gratuidade do transporte coletivo, abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar quais itens compõem o preço da tarifa de ônibus e exigem a saída do secretário de transportes Sergio Benassi.

Campos Filho foi que ordenou a entrada da Tropa de Choque da PM na noite de 7 de julho, quando mais de 100 manifestantes invadiram a sessão da Câmara e quebraram móveis e equipamentos eletrônico dos parlamentares. Os detidos foram levados ao plantão policial e serão acusados de invasão e resistência a prisão. O vereador pretende que cada dos 138 acusados pague pelos estragos avaliados em R$ 50 mil.

Campos Filho também é autor de um projeto de lei, que foi protocolado anteontem, que pretende proibir a presença de manifestantes com rostos coberto em espaço público.

A concentração na rua do parlamentar ocorreu após a passeata do Dia da Independência, que contou com cerca de 200 manifestantes
A concentração na rua do parlamentar ocorreu após a passeata do Dia da Independência, que contou com cerca de 200 manifestantes
Foto: Denny Cesare / Futura Press

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Especial para Terra
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