SC registra maior expectativa de vida no País, segundo IBGE
Números divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que Santa Catarina vem obtendo os menores índices de mortalidade infantil e as maiores taxas de esperança de vida ao nascer
Com uma população de 6,7 milhões de pessoas, o Estado de Santa Catarina traz números favoráveis para aqueles que buscam longevidade e qualidade de vida. A esperança de vida média é de 78,3 anos. Para as mulheres, a expectativa é de 81,4 anos, número que se aproxima, por exemplo, dos índices registrados no Japão. Além de Santa Catarina, apenas Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul superaram a casa dos 80 anos de esperança de vida.
Os números do IBGE mostram que a população do Estado mantinha uma expectativa de vida em torno dos 66 anos em 1980 (63,8 anos para os homens e 69,6 anos para as mulheres). Três décadas depois, o Estado registrou um acréscimo de 11,5 anos.
De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, ainda referentes a 2012, as regiões da Grande Florianópolis e oeste são as que apresentam resultados mais expressivos. A primeira aponta média de 77,6 anos e a segunda, 76 anos.
Com relação à taxa de mortalidade infantil, Santa Catarina registrou números bem menores do que a média nacional, que é de 15 óbitos para cada mil nascidos vivos. O IBGE apontou que entre os catarinenses essa relação é de 10,1 por mil. O Maranhão tem o pior desempenho (28,2 por mil).
Adesão de 100% ao Saúde da Família
O “segredo” catarinense, segundo a secretária de Estado da Saúde, Tânia Eberhardt, é a alta adesão a programas como a Saúde da Família e o Rede Cegonha. “Todos os 295 municípios de Santa Catarina participam do Saúde da Família. Atendemos de forma diferenciada as crianças, as gestantes, os idosos, diabéticos e hipertensos”, afirmou. Sobre a Rede Cegonha, criada pelo governo federal para proporcionar maior atenção às gestantes, ela diz que “Santa Catarina realiza sete exames no teste do pezinho, quando a recomendação era de cinco tipos de exames”.
“Comunidades são criadas dentro dos postos de saúde para a prática de exercícios e das atividades terapêuticas das mais variadas. Também contamos com uma grande rede de procedimetos de alta complexidade, o que favorece na conquista desses números. Por isso Santa Catarina é um Estado onde se nasce bem e se vive bastante”, finalizou a secretária.
Moradora de Florianópolis há 77 anos, Elisabete Zanela Clemente, hoje com 93 anos, é um dos raros exemplos de longevidade registrados no Estado. Ela afirma nunca ter tido problemas de saúde além de "tonterias" desde que se casou e mudou para a capital catarinense. Morando com uma filha e uma neta, ela é atendida na rede pública de saúde. "Elas vivem tendo problema e indo ao médico. Eu só tive uma tonteria ano passado, mas acho que foi pelo calor, pois os exames mostraram que estou ótima", disse. "Lógico que não faço o que fazia há 20 ou 30 anos, mas como de tudo. Vou parar de comer carne com 93 anos para quê?".