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RS: em protesto, policiais queimam pneus e trancam rodovia

Manifestação chamava a atenção para a PEC 300, proposta que estabelece piso salarial nacional para servidores da segurança

20 ago 2013 - 10h46
(atualizado às 10h52)
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Os PMs queimaram pneus e interromperam o tráfego de veículos no quilômetro 12 da rodovia, na divisa dos municípios de Iraí e Frederico Westphalen
Os PMs queimaram pneus e interromperam o tráfego de veículos no quilômetro 12 da rodovia, na divisa dos municípios de Iraí e Frederico Westphalen
Foto: Jardel da Costa / Futura Press

Uma manifestação promovida por policiais da Brigada Militar (BM) do Rio Grande do Sul interditou a BR-386 durante uma hora na manhã desta terça-feira. Os PMs queimaram pneus e interromperam o tráfego de veículos no quilômetro 12 da rodovia, na divisa dos municípios de Iraí e Frederico Westphalen.

Segundo a assessoria de imprensa da corporação, a BR-386 foi fechada nos dois sentidos das 6h24 às 7h45. Os policiais levaram faixas pedindo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que estabelece um piso salarial nacional para os servidores da segurança pública. Ninguém foi detido.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

Fonte: Terra
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