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RJ: manifestantes voltam à casa de Cabral em novo protesto

17 jul 2013
18h44
atualizado às 22h10
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Um grupo de cerca de 200 manifestantes se concentrou na avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, nesta quarta-feira, para mais um protesto contra o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB)
Um grupo de cerca de 200 manifestantes se concentrou na avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, nesta quarta-feira, para mais um protesto contra o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB)
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Um grupo de cerca de 600 manifestantes se concentrou na avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, nesta quarta-feira, para mais um protesto contra o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). Eles ficaram na esquina com a rua Aristides Espínola, onde o político mora. Policiais militares do Batalhão de Choque montaram um forte esquema de segurança para evitar que o grupo chegue até o edifício do governador. Caminhões com jatos d'água para dispersar a multidão foram posicionados no local.

"Olha nós aqui de novo", gritam os manifestantes. Por contado do ato, o trânsito nos dois sentidos da avenida Delfim Moreira foi fechado. A rua Aristides Espínola também foi bloqueada e, até as 18h40, apenas moradores passavam pelo local.  

Por volta das 19h45, um princípio de tumulto se formou entre manifestantes e dois PMs. Os dois foram acusados de terem pego o capacete de uma menina que fazia parte do protesto. Um boneco de Judas representando Cabral foi queimado na esquina da Delfim Moreira com Aristides Espinola.

Por volta das 21h10, os manifestantes deixaram a frente da casa do governador e saíram pelas ruas do Leblon. O grupo fechou a avenida Ataulfo de Paiva, aos gritos de "Cabral é ditador". Muitas pessoas em prédios e ônibus aplaudiram a manifestação.

Um grupo de manifestantes apedrejou um dos prédios da Rede Globo, na avenida Bartolomeu Mitre, por volta das 22h. Coquetéis molotov foram lançados e a porta do prédio foi arrombada. Seguranças lançaram água de extintores no grupo que tentava forçar a entrada no local. 

Após o tumulto, manifestantes deixaram o local e seguiram pelas ruas do Leblon. A polícia não acompanhava o grupo e não houve qualquer repressão ao princípio de confusão. 

Este é o quarto protesto contra Cabral, e o segundo em menos de uma semana. Na última quinta-feira (11), o protesto contra o governador, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo, terminou em confronto entre a PM e os manifestantes. As ruas dos bairros de Laranjeiras e do Flamengo, na zona sul da cidade, viraram verdadeiros palcos de guerra, num cenário formado pelo lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, tiros de borracha e barricadas formadas por lixo que foi incendiado. 

Além do protesto contra Cabral, um outro protesto, com moradores da Rocinha, também ocorre na capital fluminense nesta quarta-feira. De acordo com informações da rádio CBN, o ato fechou meia pista do túnel Zuzu Angel, sentido Barra da Tijuca. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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