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RJ: indiciamento "é pouco" para familiares de vítimas do Liberdade

25 jan 2013 - 14h07
(atualizado às 14h12)
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Na última quinta-feira, na véspera do primeiro aniversário da tragédia do edifício Liberdade, no centro do Rio de Janeiro, quando o prédio na rua 13 de Maio desabou levando junto outras duas construções anexas, deixando 17 mortos e 5 desaparecidos, o Ministério Público (MP), enfim, deu a sua conclusão final do processo indiciando o dono e presidente da Tecnologia Organizacional (TO), Sérgio Alves de Oliveira, a administradora da empresa, Cristiane do Carmo Azevedo, além de quatro pedreiros. Todos eles, segundo o MP, negligentes com a obra no 9º andar que teria causado toda a dor dos familiares das vítimas.

Familiares prestam homenagens às vítimas do desabamento do Edifício Liberdade há um ano no Rio
Familiares prestam homenagens às vítimas do desabamento do Edifício Liberdade há um ano no Rio
Foto: Mauro Pimentel / Terra

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Para os parentes, além de demorada, a decisão ainda carece de mais transparência e deveria levar em conta também o condomínio do edifício. “Ainda é pouco. Estamos tontos ainda com tudo isso, mas você indiciar quatro pedreiros é brincadeira. Não temos nada ainda, é tudo muito incerto para a gente”, afirmou o presidente da Associação de Vítimas da rua 13 de Maio, Antônio Molinaro, após a missa em homenagem às vítimas, realizada na manhã desta sexta-feira, na igreja São José, no centro do Rio.

Após o ato, os familiares caminharam até o local da tragédia e, reunidos, jogaram flores por cima do tapume que cerca a área onde os três prédios desabaram, além de faixas cobrando justiça e explicações maiores a cerca do desabamento. “A Justiça pede transparência, a gente quer ver o inquérito. A associação não está sendo comunicada de nada”, completou ainda Molinaro.

Mulher de Omar Mussi, professor da empresa TO também morto na queda dos prédios, Marinez Lacerda Mussi também contesta o indiciamento do MP. “Ainda está faltando coisa. Não estamos satisfeitos, ainda existe o condomínio, deixaram o síndico de fora”, reclamou. Paulo Renha, síndico do edifício Liberdade, faleceu na última quarta-feira. “Eu herdei as dívidas do meu marido, porque os familiares dele não podem ser responsabilizados?”, questionou.

Ao lado da filha, Marinez levou uma faixa pedindo justiça e punição aos responsáveis pela tragédia. “Esperamos que os culpados sejam punidos, tanto que botei isso na minha faixa. Nós, familiares, precisamos disso para iniciar uma outra vida”, completou.

Ainda em homenagem aos mortos no desabamento, parentes e amigos realizarão um outro ato na praia de Copacabana no próximo domingo. Eles levarão um caixão para realizar um enterro simbólico na areia e cobrar das autoridades uma resolução mais contundente para o caso. 

Os desabamentos

Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro de 2012. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, 22 pessoas morreram.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. Na época, o especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio.

Na época da tragédia, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Veja como era o local no centro do Rio antes do desabamento dos prédios:

 
Fonte: Terra
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