Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Rio: governo reconhece surto de doenças gastrointestinais

10 jan 2010 - 23h28
Compartilhar

Ao reconhecer o surto de doenças gastrointestinais no estado do Rio de Janeiro, o governo fluminense informou neste domingo que o número de casos aumentou "consideravelmente neste mês por causa das altas temperaturas registradas no Estado". A secretaria estadual de Saúde suspeita que haja dois surtos de diarreia - um na capital e outro em Angra dos Reis. No entanto, a hipótese de nova virose, como acontece no litoral de São Paulo, está descartada.

"O calor excessivo contribui para que os alimentos se estraguem mais facilmente e os alagamentos, muitas vezes, acabam contaminando a água de consumo. Duas senhas para que se tenha um aumento de doenças gástricas", disse o coordenador de vigilância epidemiológica do Rio de Janeiro, Alexandre Otávio Chieppe, que, mesmo confirmando duas suspeitas de epidemias, afirma que as estatísticas deste ano não possuem grandes diferenças para os últimos verões.

A Secretaria Estadual de Saúde rechaçou qualquer possibilidade de os casos de infecções gástricas do estado estarem relacionados a um surto de rotavírus, microorganismo causador de sintomas que vão de diarréia a desidratação, febre e vômitos. O Instituto Oswaldo Cruz, no entanto, trabalha com a remota hipótese de que uma variante dele possa aparecer, causando novos estragos.

"Não podemos associar os novos casos do estado com esta variante, pois não recebemos material para análise, embora haja esta possibilidade", disse o chefe do laboratório de virologia comparada e ambiental do Instituto Oswaldo Cruz.

Novo surto

Moradores do Estado começam a sofrer com o novo surto, principalmente os residentes nas áreas menos favorecidas. "Há dois dias, o meu sobrinho está vomitando e tendo diarréia constante. Ele está muito fraco e tive que trazê-lo aqui", disse a balconista Rosinha Alves de Oliveira, 40 anos, tia de Lucas Oliveira da Silva, 7 anos. Ela levou o menino à emergência do Hospital Municipal Miguel Couto, onde se deparou com outras pessoas sofrendo do mesmo problema.

"Desde o último sábado, o meu filho de apenas 11 meses está assim. Minha outra filha de três anos também teve isso. Estou muito preocupada", afirmou Bruna da Silva Santanna, mãe de Leonardo da Silva Lima e moradora da Rocinha.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra