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Quais são os melhores parques naturais para conhecer em SP?

Projeto 'Vamos Trilhar' explora além das áreas verdes já conhecidas, como Ibirapuera e Villa Lobos

3 mar 2025 - 09h12
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Apesar de ser chamada de cidade cinza, São Paulo conta com muito verde. As áreas mais frequentadas são essenciais para o lazer, a prática de esportes e o bem-estar da população. Não à toa Villa-Lobos, Ibirapuera, Horto e tantos outros lotam de segunda a segunda. Mas algumas áreas não tão conhecidas assim também podem ser exploradas em um passeio bem diferente.

Participantes do 'Vamos Trilhar' no Parque Natural Municipal Itaim
Participantes do 'Vamos Trilhar' no Parque Natural Municipal Itaim
Foto: Divulgação/Vamos Trilhar / Estadão

"Existe uma São Paulo, diferente do que estamos acostumados, bem do nosso lado e esse contato com a natureza é de domínio público", enfatiza Airton Faria, presidente da Associação Mundo Melhor. Desde janeiro de 2024, ele e sua equipe levam paulistanos para conhecer parques naturais espalhados pela zona leste e sul da cidade com o projeto Vamos Trilhar.

"A Vamos Trilhar é um chamamento público, promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) e a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, voltado para os parques naturais de São Paulo, onde houve compensação ambiental para a sociedade", explica Faria.

Ou seja, áreas que não necessariamente compensam o impacto das construções que tiveram perto delas, mas garantem o lazer e o uso sustentável do parque. É o caso, por exemplo, do Parque do Bororé, na zona sul, criado em 2012, por compensação ambiental referente ao licenciamento do trecho sul do Rodoanel Mário Covas, assim como os Parques Naturais Municipais Jaceguava, Itaim e Varginha.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o parque conta com mais de 82 espécies de plantas pertencentes ao bioma Mata Atlântica, além de 21 espécies de anfíbios, três espécies de répteis, 191 espécies de aves e 22 espécies de mamífero.

Como funciona o passeio?

Afim de promover mais visitas ao parque, tudo é feito gratuitamente, basta o visitante se inscrever no site. A abertura de agenda acontece a cada dois meses para evitar esquecimentos ou imprevistos. "A gente gosta de casa cheia, até porque temos metas de cumprimento junto às secretarias e órgãos públicos. E percebemos que a cada dois meses o público assimila melhor", conta Faria.

A melhor forma de acompanhar a agenda do projeto é através do instagram, na qual eles divulgam a abertura de data e o cliente já pode se inscrever para garantir a visita. No dia combinado, ele deve comparecer ao ponto de encontro (divulgado previamente), onde ganhará uma camiseta do projeto, lanche e água, e seguirá para a van que deslocará os participantes até o parque escolhido.

"A gente tem cinco parques no sábado e os mesmos cinco parques no domingo. Por parque a gente assiste 46 pessoas, o que dá 230 por dia, sendo 460 pessoas por final de semana", revela o presidente. "Foi uma adesão muito grande que nem a gente esperava. As inscrições esgotam em questão de horas."

Durante alguns feriados os passeios também funcionam como forma de reposição. "Durante o ano acontece de chover em algumas datas, acontecer cancelamentos e quando isso acontece repomos em algum feriado - sempre informando nas redes sociais", diz ele.

Durante a trilha, as 46 pessoas são acompanhadas por um guia, que explica as características do parque e um monitor, que fica por último para garantir que não haja dispersão. "O nível da trilha é moderada, mas justamente por irmos caminhando, parando, descansando em cada ponto para explicar a diversidade de fauna e flora local, é bem tranquila", diz Faria.

Ao todo são duas horas de trilha, mas o passeio completo dura cerca de quatro horas.

O público vai desde crianças - que precisam da jurisdição ou presença do responsável - até idosos. Não há restrição de idade.

É importante ir com calça e blusa de manga comprida, para proteger contra sol e picada, e um tênis apropriado. É proibido fazer a trilha de chinelo ou sapato aberto. Apesar do grupo fornecer protetor solar, repelente e água, pode ser interessante levar uma bolsa com um pouco a mais.

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Quais são os parques?

  • Jaceguava

Com 4.575.119,61 m² de área, localizado em Parelheiros, é onde a vegetação do Cerrado e da Mata Atlântica se encontram. Sua principal atração, a Trilha do Saci, permite observar a transição entre os biomas e conta com uma torre de observação com vista panorâmica da região. É comum avistar tucanos, bugios e gatos-do-mato.

  • Itaim

Em Parelheiros, esse parque é rico em flora e fauna para quem tem paciência de procurar. A trilha do tatu e do Ribeirão Itaim são pontos de interesse, mas o destaque fica para o Bosque do Silêncio, rodeado por pinheiros, eucaliptos, samambaiaçu e araucárias. Isso sem falar da celebridade do local, o Teiú, um lagarto brasileiro que é o mascote do local.

  • Varginha

Na Chácara Santo Amaro, no distrito Grajaú, o parque está inserido na bacia hidrográfica do Alto Tietê, na Billings-Tamanduateí. Ele é o preferido dos ciclistas por conta das trilhas de mountain bike, mas também conta com academia para a terceira idade, parque infantil e mirante. Por ali já avistaram desde quatis até jararacas.

  • Bororé

Ali do lado, o Parque do Bororé a natureza pode ser bastante apreciada ao longo dos 170 hectares de espaço. Os destaques ficam para a trilha do aventureiro e a trilha do lago ou ainda no píer na margem da represa Billings. Por ali já foram avistados mais de 160 espécies de pássaros e 176 espécies de plantas vasculares.

  • Fazenda do Carmo

Próximo ao Parque do Carmo e ao SESC Itaquera, a Fazenda do Carmo é a primeira unidade de conservação de proteção integral criada na capital paulista em meio urbano e compõe o maior remanescente de Mata Atlântica da zona leste do município de São Paulo. Na trilha da preguiça é comum encontrar o bicho-preguiça-de-três-dedos.

"Nosso objetivo é que a pessoa conheça os espaços conosco, mas depois volte, outro dia e faça a trilha por si só", conclui ele.

Estadão
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