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Protesto de sem-teto da Nova Palestina bloqueia vias em São Paulo

Cerca de 6 mil pessoas participam da passeata por moradia na região do Jardim Ângela

10 jan 2014 - 06h54
(atualizado às 09h20)
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Moradores do acampamento batizado de Nova Palestina, na região do Jardim Ângela, bloquearam várias avenidas da zona sul desde a madrugada desta sexta-feira. Segundo informações da Polícia Militar, pelo menos 6 mil pessoas participavam do ato, que foi pacífico.

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) bloquearam a estrada do M'Boi Mirim e avenida Guarapiranga no sentido centro.  Por volta das 8h, os manifestantes interditaram um trecho da marginal Pinheiros, na altura da ponte do Socorro. A interdição no local durou poucos minutos, e, por volta das 8h30, a manifestação terminou. A dispersão ocorreu na ponte do Socorro, que foi completamente liberada às 9h.

Segundo o MTST, cerca de 8 mil famílias ocupam o terreno na zona sul da capital
Segundo o MTST, cerca de 8 mil famílias ocupam o terreno na zona sul da capital
Foto: Divulgação

Reivindicações

O grupo protesta contra a declaração do prefeito Fernando Haddad, que expressou a vontade de criar um parque na região ocupada pelos sem-teto. Em nota divulgada nesta semana, o MTST propôs que o terreno seja transformado em Zona Especial de Interesse Social 4 (Zeis 4), o que permitiria a construção de casas em 30% da área. 

"Convidamos o prefeito Fernando Haddad a visitar a ocupação e negociar sobre fatos concretos, não de informações equivocadas e sem fundamentação. O MTST manterá a ocupação até a solução do problema de moradia das mais de 8 mil famílias sem-teto", disse a nota.

Durante a manifestação desta sexta-feira, o líder do MTST, Guilherme Boulos, reclamou também da decisão da prefeitura em paralisar a polícia de desapropriações. "Essa manifestação ocorreu porque o prefeito Haddad tomou algumas definições nesta semana, que, em nossa avaliação, são profundamente equivocadas. Ele suspendeu a política de desapropriações, alegando falta de recursos. Isso vai comprometer toda a meta de construção de moradia, dentre outras áreas em São Paulo”, disse.

“Em relação à ocupação da Vila Nova Palestina, ele (Haddad) deu uma declaração infeliz e mal informada, dizendo que ali deveria ser um parque e de que a zona sul precisava respirar. Enquanto que, a 50 metros da ocupação, nós temos o Earque Ecológico Guarapiranga”, completou Boulos.

Atualmente, segundo o MTST, o terreno se enquadra como Zona de Proteção e Desenvolvimento Sustentável (ZPDS), podendo haver edificação em 10% do total.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/favelas-brasileiras/" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/favelas-brasileiras/">As favelas brasileiras</a>
Fonte: Terra
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