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Prova de escola do PR pergunta sobre impeachment de Richa

Avaliação que questionou "por que Beto Richa é contra a sociedade?" viralizou nas redes sociais

26 jun 2015
11h45
atualizado às 11h50
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A imagem de uma prova aplicada no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Ayrton Senna da Silva, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana do Paraná, tem rodado as redes sociais nos últimos dias. Tudo por conta do teor de suas questões, que fazem críticas diretas ao governador do Estado, Beto Richa (PSDB). Isso pode ser observado logo na primeira pergunta, que indaga aos estudantes: "por que Beto Richa é contra a sociedade?".

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Na questão seguinte, o teste - elaborado pelos professores Jorge Antonio de Queiroz e Silva e Edina Cristina Macionk - aborda a repressão da Polícia Militar feita aos protestos dos profissionais da educação meses atrás, que deixou cerca de 200 feridos, chamando a ação, inclusive, de "massacre".

"Por que Beto Richa é contra a sociedade?" é a primeira questão
"Por que Beto Richa é contra a sociedade?" é a primeira questão
Foto: Twitter / Reprodução

A avaliação, então, debate a lei da ParanáPrevidência (uma das principais críticas levantadas nas manifestações) e o salário de autoridades (deputados, desembargadores, promotores, juizes e do próprio governador) locais. Por fim, questiona se a greve dos educadores foi justa e se o estudante concorda com o pedido de impeachment de Richa. 

Até o fechamento desta reportagem, o Terra não conseguiu contato com os responsáveis pela prova. Procurada, a Secretaria da Educação do Estado afirmou, em nota, que "está tomando providências" em relação a "alguns professores que fizeram greve estão insuflando crianças e adolescentes contra o governo". Confira a íntegra do comunicado:

"Você concorda com o impeachment?", questiona outra
"Você concorda com o impeachment?", questiona outra
Foto: Twitter / Reprodução

A Secretaria da Educação informa que a situação já foi averiguada e que está tomando providências junto ao Núcleo Jurídico. 

A Secretaria de Estado da Educação tem sido informada que em algumas escolas da rede pública os alunos estão recebendo informações de caráter doutrinário e político. Conforme reclamações que chegam à Secretaria, alguns professores que fizeram greve estão insuflando crianças e adolescentes contra o governo do Estado. A orientação é que pais e responsáveis e os próprios estudantes denunciem às Ouvidorias dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) qualquer atividade ou conteúdo que considerarem indevidos.

A Ouvidoria é o canal de comunicação direto com a população, que pode fazer reclamações, solicitações, denúncias, sugestões e comentários em geral sobre os serviços públicos na área da Educação. O departamento registra, orienta e esclarece o cidadão e, na medida do possível, soluciona as demandas trazidas pela população.

O cidadão pode registrar sua demanda diretamente na Secretaria da Educação ou em seu Núcleo Regional de Educação, por meio da internet, telefone, fax, carta ou atendimento presencial.

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“Sofro com isso”

No dia 8 de maio, o governador se manifestou pela primeira vez, pelo Facebook, sobre a crise pela qual passa seu governo, após as saídas dos secretários de Educação e Segurança Pública e do comandante geral da PM, ocasionadas pela repressão violenta aos protestos de professores em Curitiba. "Tenho consciência que nada apagará da minha alma a tristeza que sinto com este episódio, lamentável sob todos os lados. Não pouparei esforços para restabelecer o diálogo com os servidores e com a sociedade paranaense, porque é nisso que eu acredito, no entendimento, na busca do bem comum", escreveu.

Logo após a repressão policial, que terminou com ao menos 170 manifestantes feridos, o governador havia culpado "black blocs" infiltrados no protesto pelo início da violência. "Toda e qualquer forma de violência deve ser repudiada. Sofro com isso mais do que você possa imaginar. Quem me conhece sabe que sempre fui uma pessoa acessível, aberta, uma pessoa do diálogo. A verdade é que o confronto nunca é desejável. Principalmente para quem, como eu, cultiva valores éticos e cristãos. Sempre acreditei que o respeito às ideias divergentes é um dos pilares da democracia e não posso concordar jamais com atitudes que coloquem em risco a vida de alguém. Venha de onde vier, a violência e a intolerância são sempre condenáveis.", continuou.

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Fonte: Terra
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