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Polícia investiga atentado a tiros contra mulher suspeita de ligação com o tráfico em Curitiba

Camila Marodin foi surpreendida por tiros nas imediações da sua residência. Advogado diz que quadrilha quer assassinar mulher diante de rivalidade na região

5 fev 2022 - 13h46
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A Polícia Civil do Paraná investiga um atentado contra uma suspeita de ligação com o tráfico de drogas em Curitiba. Camila Marodin, que cumpre prisão domiciliar, foi surpreendida nesta semana por um grupo que realizou cerca de 20 disparos perto da sua residência, ocorrência que deixou uma outra pessoa ferida. O advogado de Camila diz que ela está "apavorada".

Camila foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná pelos crimes de associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Ela era casada com Ricardo Mardoin, suspeito de liderar o tráfico na região de Pinhais, na Grande Curitiba, que foi executado por um grupo rival.

A mulher chegou a ser presa preventivamente em dezembro, mas teve a prisão convertida em domiciliar. Na segunda-feira, 31, ela foi surpreendida com o atentado em sua casa.

Segundo o advogado de Camila, Cláudio Dalledone Júnior, "existe uma rivalidade, uma quadrilha poderosa de Curitiba e região metropolitana que ao que tudo indica quer dar cabo da vida da Camila Marodin", alertou.

Ele conta que sua cliente está sob grande tensão, que aumentou após o atentado. "Camila está apavorada, desesperada. Se não bastasse isso, ela ainda tem os três filhos e a principal dificuldade que enfrenta hoje é que ela tem que deixar na Central de Monitoramento o endereço em que ela está", contou.

"É a crônica de uma tragédia anunciada, por mais que ela tente se esconder e trocar de endereço sempre avisando a Justiça, essas pessoas acabam sabendo, exemplo disso foi esse último endereço - que seria o terceiro endereço que informou na Justiça - e que mesmo assim vazou. Os endereços anteriores também foram visitados, razão pela qual ela vinha mudando de endereço", disse.

A Polícia Civil afirma estar investigando e ouvindo pessoas sobre o caso. Na próxima quarta-feira, 9, estão previstos depoimentos de testemunhas de acusação e defesa sobre o envolvimento de Camila com supostas operações com o tráfico. Ela será a última pessoa a ser ouvida pela Justiça.

Para Dalledone, Camila ainda corre um grande risco. "O pessoal do crime organizado já decretou a morte dela e ela tem que dia a dia entregar nas mãos de Deus para que ela não venha a sucumbir nas mãos dessas pessoas que desejam acabar com a vida dela", concluiu.

Estadão
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