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PMs são presos por homicídio após flagra de câmeras

Militares informaram que vítima atirou durante abordagem, mas foram desmentidos por imagens; crime ocorreu em Osasco

2 jan 2019
13h20
atualizado às 14h59
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SÃO PAULO - Dois policiais militares foram presos em flagrante por matar um jovem de 17 anos nesta segunda-feira, 31, em Osasco, na Grande São Paulo. Os policiais, Mike Fritz Oliveira Gouveia, de 25 anos, e Fábio Luciano Silva, de 48 anos, afirmaram que a vítima, identificada como Thiago Celso Silva, teria atirado contra eles durante uma abordagem e, por isso, foi baleado. Mas as imagens de câmeras de segurança da Rodovia Castelo Branco desmentiram a versão e mostraram que Silva estava rendido no momento do disparo.

Crime ocorreu na Rodovia Castelo Branco, em Osasco, na Grande São Paulo
Crime ocorreu na Rodovia Castelo Branco, em Osasco, na Grande São Paulo
Foto: Google Maps

O crime ocorreu no km 17 da rodovia. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais relataram que faziam um patrulhamento quando resolveram abordar três homens que estariam em atitude suspeita. Eles disseram que, ao se aproximar, dois fugiram e um terceiro foi em direção à rodovia, onde começou a atirar contra os PMs. Os policiais informaram que revidaram e atingiram o jovem.

Ao analisar as imagens das câmeras de segurança, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o delegado de plantão constatou que Silva não portava arma de fogo e já estava rendido. Um revólver foi encontrado no local do crime e foi apreendido, assim como as armas dos PMs.

A Polícia Militar informou, em nota, que acompanha o caso por meio de sua Corregedoria e que "não compactua com desvios de conduta, apurando todas as ocorrências com máximo rigor". Os policiais militares estão presos no Presídio Militar Romão Gomes, à disposição da Justiça, e também vão responder pelos crimes na Justiça Militar. Eles podem ser expulsos da corporação.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado no 10º DP de Osasco como homicídio qualificado, denunciação caluniosa, fraude processual e localização/apreensão de objeto e será investigado pelo 4º DP.

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Estadão

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