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Ozempic reduz em 23% risco de infarto, AVC e morte em comparação com dulaglutida, diz estudo

A Novo Nordisk anunciou os resultados do estudo e apontou que o Ozempic esteve associado a uma redução de 23% no risco de eventos cardiovasculares.

19 set 2025 - 12h44
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A Novo Nordisk anunciou os resultados do estudo de mundo real REACH, que apontou que o Ozempic® (semaglutida injetável semanal) esteve associado a uma redução de 23% no risco de eventos cardiovasculares adversos maiores como morte, infarto e AVC, quando comparado à dulaglutida.

Pessoa simulando aplicação de Ozempic.
Pessoa simulando aplicação de Ozempic.
Foto: Divulgação / Portal de Prefeitura

A pesquisa avaliou quase 60 mil pacientes norte-americanos do Medicare, todos com 66 anos ou mais, que vivem com diabetes tipo 2, doença cardiovascular aterosclerótica (ASCVD) e múltiplas comorbidades. Essa condição é caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, que reduz o fluxo sanguíneo e aumenta o risco de infartos, AVCs e complicações associadas.

Os resultados foram apresentados durante o Congresso Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD 2025), realizado de 15 a 19 de setembro, em Viena, na Áustria.

Segundo Filip Krag Knop, vice-presidente sênior e futuro diretor médico da Novo Nordisk, os resultados trazem uma evidência importante:

"À medida que envelhecemos, cresce o risco de infarto, AVC ou morte decorrente a doenças do coração. Ao mesmo tempo, há poucos dados clínicos sobre pessoas com diabetes e doença cardiovascular acima de 66 anos. Esses resultados, mostrando uma redução de 23% no risco de infarto, AVC e morte, preenchem uma lacuna importante e reforçam a robusta evidência clínica da semaglutida. É uma ótima notícia para pacientes mais velhos e profissionais de saúde, pois amplia os resultados dos ensaios clínicos randomizados ao avaliar a efetividade do tratamento em situações reais. Também confirma o que já sabemos: nem todos os AR GLP-1s são iguais".

Além dessa redução nos principais eventos cardiovasculares, o Ozempic® também esteve associado a uma diminuição de 25% no risco combinado de infarto, AVC, hospitalização por angina instável ou insuficiência cardíaca, e morte por qualquer causa (MACE de cinco pontos revisado).

A Novo Nordisk ressalta que o Ozempic® é atualmente o único agonista do receptor de GLP-1 com comprovação de reduzir riscos cardiovasculares e renais em pessoas com diabetes tipo 2. Os resultados do REACH representam ainda a primeira comparação direta entre Ozempic® e dulaglutida em beneficiários do Medicare nos Estados Unidos, ampliando o conjunto de evidências sobre o medicamento.

Sobre o estudo REACH

O REACH é uma série de pesquisas que avaliam os desfechos cardiovasculares da classe de agonistas do receptor de GLP-1 (AR GLP-1), incluindo a semaglutida, em comparação com outras terapias para controle da glicose, como inibidores de DPP-4, inibidores de SGLT2 e outros. Também contempla comparações dentro da própria classe, com base em bancos de dados administrativos e de prontuários eletrônicos.

O estudo apresentado no EASD 2025 analisou, em um cenário de mundo real, a redução de risco cardiovascular com AR GLP-1, semaglutida e dulaglutida, em pessoas com diabetes tipo 2 e ASCVD. Para isso, utilizou dados do Medicare (fee-for-service), seguindo a metodologia de emulação de ensaio clínico. Foram incluídos 58.336 pacientes pareados (29.168 em cada grupo), todos com 66 anos ou mais, diabetes tipo 2 e ASCVD, que iniciaram tratamento semanal com semaglutida ou dulaglutida.

Os autores destacam que comparações diretas de desfechos cardiovasculares entre AR GLP-1 ainda são escassas, e que esses resultados ajudam a suprir essa lacuna, sobretudo em uma população idosa, com múltiplas comorbidades, que até então era pouco representada em ensaios clínicos.

Portal de Prefeitura
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