Operação "Triplo Malte" apura prejuízo de R$ 200 milhões aos cofres públicos por Empresas ligadas à indústria de bebidas no RS
Justiça bloqueia R$ 7,4 milhões de grupo investigado por sonegação no RS
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado do Rio Grande do Sul (CIRA/RS) obteve o bloqueio de R$ 7,4 milhões de um grupo empresarial investigado por sonegação fiscal. A medida ocorre após a Operação Triplo Malte, deflagrada em janeiro, apontar um esquema que teria causado um rombo de R$ 200 milhões nos cofres públicos. Do valor bloqueado, R$ 6,3 milhões foram retidos na esfera criminal e R$ 1,1 milhão na cível.
A operação, realizada em Porto Alegre, Torres e Santa Maria, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em empresas e residências. A investigação foi conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ/RS) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RS). O grupo empresarial atuava em diferentes setores e teria utilizado empresas de fachada para ocultar seu faturamento e evitar o pagamento de ICMS.
As ordens de bloqueio foram expedidas pelo Poder Judiciário após a análise de medidas ajuizadas pelo MPRS e pela PGE/RS. As autoridades identificaram indícios de confusão patrimonial e uma estrutura coordenada para burlar a fiscalização tributária. A dívida tributária da empresa investigada está entre as cinco maiores do estado.
O CIRA/RS foi criado para atuar no combate à sonegação fiscal, reunindo esforços do MPRS, SEFAZ/RS e PGE/RS. O órgão incentiva a denúncia de irregularidades fiscais por meio do portal da Receita Estadual, onde é possível reportar crimes como ocultação patrimonial e fraude tributária.
Com a informação MPRS.