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BaianaSystem faz foliões de São Paulo dançarem em despedida do carnaval

Grupo comandou trio no Ibirapuera, na tarde deste sábado, 21; Chico César também participou da festa

21 fev 2026 - 16h06
(atualizado em 23/2/2026 às 23h30)
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Um dos blocos mais prestigiados do carnaval paulistano, o Navio Pirata, comandado pelo grupo BaianaSystem, apresentou seu cortejo na tarde deste sábado, 21, no Parque do Ibirapuera, na zona oeste de São Paulo.

BaianaSystem anima foliões no Ibirapuera.
BaianaSystem anima foliões no Ibirapuera.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A banda abriu a apresentação com a canção Deixa a Gira Girar, do grupo os Tincões, antes de tocar os próprios sucessos. Dia da Caça foi uma das músicas cantadas mais alto pelos foliões.

Em Duas Cidades, a equipe de contenção que segurava o cordão em volta do trio teve trabalho para fazer a proteção em razão do agito do público.

E quando Chico César, convidado do bloco, pegou o microfone para cantar Mama África, foi muito aplaudido.

Produção da banda distribuiu máscaras para foliões.
Produção da banda distribuiu máscaras para foliões.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Em clima de festa, os foliões dançaram e mostraram empolgação ao lado do trio. Muitos disseram à reportagem serem fãs da banda e alguns usaram camisetas do grupo e máscaras distribuídas pela produção.

Foliões participam do pós-carnaval no Ibirapuera, neste sábado, 21. Taba Benedicto/Estadão
Foliões participam do pós-carnaval no Ibirapuera, neste sábado, 21. Taba Benedicto/Estadão
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A produtora cultura Thais Almeida, 32, outra fã do Baiana System, também disse à reportagem que não perde uma apresentação do grupo. Ela veio de Botucatu, interior do Estado, sem companhia, só para acompanhar o Navio Pirata. "A gente tem que celebrar nosso direito de lutar e lutar pelo nosso direito de celebrar".

Wallasy Carlos, 33, é servidor público e também se deslocou do interior, da cidade de Araras, para curtir mais uma vez o Navio Pirata. "É a terceira vez que eu venho", disse ao Estadão, com o rosto inteiro coberto com uma máscara confeccionada por ele que remete ao símbolo do grupo baiano.

O antropólogo argentino Antônio César, de 29 anos, está no Brasil há um mês e foi ao Ibirapuera para prestigiar o grupo baiano. "No carnaval do ano passado, eu estive na Colômbia. Lá é muito animado, mas aqui (no Brasil) é muito melhor."

Foliã se diverte no trio Navio Pirata, no Ibirapuera.
Foliã se diverte no trio Navio Pirata, no Ibirapuera.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Antônio estava acompanhado da arquiteta Sofia Albuquerque, 33, fã do bloco já tradicional no período de pós-carnaval — foi a quarta vez que o Navio Pirata desfilou no parque, e a sétima em São Paulo.

BaianaSystem faz a festa no pós-carnaval em São Paulo.
BaianaSystem faz a festa no pós-carnaval em São Paulo.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

"Venho todos os anos, desde quando acontecia na Avenida Tiradentes. Só não pude vir no ano passado. Agora está mais lotado, o que dificulta um pouco na saída porque afunila no fim, mas continua muito bom", disse a arquiteta..

Uma das regiões de afunilamento do cortejo coincidiu com momentos de empurra-empurra no cordão e o vocalista Russo Passapusso pediu aos foliões para irem mais devagar. "Vamos tocar uma música mais calma. Vamos no passinho", acrescentou.

BaianaSystem agita o pós-carnaval no Ibirapuera.
BaianaSystem agita o pós-carnaval no Ibirapuera.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Nos cortejos do bloco, costuma haver a formação de rodas — e neste ano não foi diferente. A banda pedia ao público para abrir espaço e as pessoas começavam a dançar ou jogar capoeira no meio do círculo. A movimentação acabava pressionando quem estava ao redor, mas logo a formação se fechava e o percurso continuava.

Além das rodas e da animação, o bloco foi marcado por pedidos como "Palestina livre" e "sem anistia", além de uma menção ao escândalo do banco Master.

No fim do trajeto, nas proximidades do Monumento às Bandeiras, o grupo tocou Playsom, trilha do jogo Fifa 16, e abriu uma última roda ao som de um solo de guitarra. Para encerrar, deu adeus da forma como começou, com Deixa a Gira Girar.

Jato d'água refresca foliões no bloco Navio Pirata, no Ibirapuera.
Jato d'água refresca foliões no bloco Navio Pirata, no Ibirapuera.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Os artistas fizeram um show dançante, com exaltação à cultura negra, ao reggae e ao sound system, pilares musicais do grupo. Também não faltaram músicas no estilo trap e latinas, em uma rica mistura de ritmos.

Pós-carnaval em São Paulo

O Navio Pirata iniciou sua concentração na Avenida Pedro Álvares Cabral, metros à frente da Praça do Obelisco. A apresentação começou por volta das 15h, como previsto, e o deslocamento, por volta das 15h30.

Público chega para o trio do BaianaSystem, em São Paulo.
Público chega para o trio do BaianaSystem, em São Paulo.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Antes, o grupo Charanga do França se apresentou na rua e à frente do trio. Os músicos, que também possuem o próprio grupo carnavalesco, esquentaram o público com marchinhas clássicas de carnaval e interpretações de hits do axé e do funk — tudo ao som de sax, trompete, trombone e outros metais.

Charanga do França tocou antes do BaianaSystem.
Charanga do França tocou antes do BaianaSystem.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

As apresentações eram as mais aguardadas deste sábado, penúltimo dia de festa na capital paulista. Neste domingo, 22, encerrando a folia, os destaques são Vem com o Gigante, de Léo Santana; Pipoca da Rainha, com Daniela Mercury e o Bloco Beats com Pedro Sampaio.

Estadão
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