Operação Falso Patrono: polícia descobre "cartilha do crime" usada em golpe do falso advogado
A investigação revelou a existência de uma espécie de "cartilha do crime", um manual com orientações detalhadas sobre como enganar as vítimas
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (15), a segunda fase da Operação Falso Patrono, que investiga um grupo criminoso responsável por aplicar golpes se passando por advogados. A investigação revelou a existência de uma espécie de "cartilha do crime", um manual com orientações detalhadas sobre como enganar as vítimas.
A quadrilha utilizava dados reais de processos judiciais disponíveis publicamente para tornar o golpe mais convincente. Os criminosos falsificavam documentos e entravam em contato com as vítimas por telefone ou WhatsApp, se passando por advogados ou funcionários de escritórios. Eles afirmavam que a pessoa teria direito a receber valores de ações judiciais, mas que, para isso, seria necessário pagar supostas taxas antecipadas via Pix.
Nesta fase da operação, realizada com apoio da Polícia Civil de São Paulo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Dois suspeitos foram presos, incluindo o homem apontado como líder do esquema. Os investigados respondem por estelionato, falsificação de documentos, uso de identidade falsa e associação criminosa.
A primeira fase da operação já havia prendido sete pessoas no Ceará, de onde parte do golpe era operada. A polícia alerta que a fraude é nacional e pode ter milhares de vítimas em todo o Brasil. A recomendação é desconfiar de contatos inesperados, principalmente quando envolvem promessas de dinheiro fácil mediante pagamento imediato de taxas.