Operação contra tele-entrega de drogas prende quatro pessoas em Itaqui
Investigação apontou esquema de tráfico que funcionava 24 horas por dia e realizava entregas próximas a escolas
A Polícia Civil deflagrou, na manhã terça-feira (16), a Operação Delivery, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas em Itaqui, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
Durante a ação, quatro pessoas foram presas preventivamente, sendo três homens e uma mulher. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Nas diligências, os policiais apreenderam veículos, telefones celulares, entorpecentes, anabolizantes e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.
A apuração teve início após uma prisão em flagrante realizada em 18 de maio deste ano, dentro da Operação Brasil Contra o Crime Organizado - Fronteira. Na ocasião, um homem foi detido enquanto realizava a tele-entrega de drogas na cidade.
Segundo a Polícia Civil, as investigações permitiram identificar um esquema estruturado de distribuição de entorpecentes que funcionava durante 24 horas por dia. Os investigadores também constataram que parte das entregas ocorria nas proximidades de estabelecimentos de ensino.
Com base nos elementos reunidos ao longo da investigação, a autoridade policial solicitou medidas cautelares, que receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizadas pelo Poder Judiciário.
De acordo com o delegado Rodrigo Bobrzyk, titular da Delegacia de Polícia de Itaqui, a legislação atual permite a perda de bens vinculados ao tráfico de drogas, tanto aqueles adquiridos com recursos oriundos da atividade criminosa quanto os utilizados para a prática dos delitos.
"Tais bens podem ser destinados ao uso dos órgãos de segurança pública, contribuindo simultaneamente para a descapitalização das organizações criminosas e para o reaparelhamento das forças policiais no enfrentamento ao tráfico de drogas", destacou o delegado.
A operação contou com o apoio de policiais que atuam na Operação Brasil Contra o Crime Organizado - Fronteira. Conforme estimativa da Polícia Civil, a ação causou um prejuízo aproximado de R$ 100 mil ao grupo criminoso investigado.
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