Mulher que perdeu marido e filho após acidente em Curitiba deixa hospital
O batida aconteceu na noite de sábado, 11 de maio, no bairro Pinheirinho
Duas vítimas do grave acidente, que matou outras duas pessoas da mesma família na Linha Verde, em Curitiba, apresentaram melhora nesta segunda-feira (27). Tânia Martins de Jesus, de 38 anos, deixou o Hospital Marcelino Champagnat, enquanto o pequeno Miguel, de 2 anos, saiu da UTI e segue internado em um quarto do Hospital Evangélico Mackenzie. Evandro Ramos e Johann Martins de Jesus Ramos, pai e filho, não resistiram aos ferimentos e morreram.
No último sábado (25), familiares e amigos da família Ramos realizaram um protesto para pedir justiça. Os manifestantes criticam os procedimentos iniciais adotados pela Polícia Civil, bem como a quase imediata liberdade do motorista Cristian Patrick Garcia Carvalho, de 29 anos. O ato começou na Boca Maldita e seguiu até a Praça Santos Andrade.
Cleverson Veríssimo é amigo da família e disse entender que o trabalho inicial de investigação não foi bem feito.
"Eu não sei nem se podemos qualificar como trabalho o que a Polícia Civil fez após a batida. Não foram verificadas testemunhas no local, a apreensão do carro do Cristian não foi solicitada e nada foi feito além de o delegado de plantão apontar como homicídio culposo, mas não foi o que ocorreu. Mesmo que já haja outro trabalho de investigação em curso, houve prejuízos desde o início e isso é revoltante", afirmou.
Batida
O batida aconteceu na noite de sábado, 11 de maio, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Ao invadir a contramão da Linha Verde, o motorista de um Veloster bateu contra três carros, e em um destes veículos, um Celta, estava a família Ramos.
Para o advogado Delmar Januário, está mais que demonstrado que a batida trata-se de um crime de homicídio doloso.
"Houve o dolo eventual, o risco pela influência do álcool", comentou.
Cristian é acusado de homicídio culposo e responde ao processo em liberdade.