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Motorista de app atropela mulher e arrasta homem por cerca de 300 metros ao recusar corrida; veja

Caso ocorreu na Zona Norte do Rio de Janeiro e é investigado pela Polícia Civil

30 set 2025 - 13h00
(atualizado às 13h22)
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Resumo
Motorista de aplicativo atropela uma mulher e arrasta seu marido por 300 metros após discussão por recusa de corrida na Zona Norte do Rio; caso é investigado pela Polícia Civil e o motorista foi banido da plataforma.
Motorista de app atropela mulher e arrasta homem por cerca de 300 metros ao recusar corrida no Rio de Janeiro
Motorista de app atropela mulher e arrasta homem por cerca de 300 metros ao recusar corrida no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

Um motorista de aplicativo atropelou uma mulher e arrastou o marido dela por cerca de 300 metros após uma discussão pela recusa de uma corrida, no último sábado, 27, no bairro de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento, o motorista foi bloqueado pela plataforma, e a Polícia Civil investiga o caso.

As vítimas são familiares de Telma Freitas, de 52 anos, que havia solicitado um carro pelo aplicativo 99 para ela, sua filha e seus dois netos. Em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio, da TV Globo, Telma relatou que pediu a corrida para voltar da casa de alguns primos para a sua residência. No entanto, o veículo aceito aparecia parado no aplicativo, o que levou a filha de Telma a questionar o motorista, atitude que, segundo ela, o teria irritado.

Telma, que usa muletas devido a uma dificuldade de locomoção causada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há dois anos, detalhou que o condutor parou o carro mais adiante e reclamou da demora para o embarque. Ela também explicou que, por conta da mobilidade reduzida, precisa sentar no banco da frente para entrar no veículo com mais facilidade. De acordo com seu relato, o motorista reclamou dessa necessidade e recusou-se a transportá-la.

"Quando o motorista chegou, já veio reclamando porque minha filha, através do aplicativo, tinha perguntado a ele por que o carro estava parado. E como eu sou PCD, eu só consigo ir na frente, e ele reclamou mais uma vez e depois falou que não queria mais completar a corrida comigo, a minha filha e meus netos. Eu quero justiça, justiça de verdade, esse cara tem que ser preso", disse ela à TV. 

As imagens de câmeras de monitoramento registram a sequência do crime. Após a recusa do motorista em realizar a viagem, o primo de Telma e sua esposa começaram a discutir com ele, argumentando que a corrida deveria ser mantida por já ser noite. O motorista, em seguida, arranca com o veículo.

O casal então correu atrás do carro. Nesse momento, o condutor engatou a ré e atropelou a mulher, que caiu ao chão. Ao ver o ocorrido, o primo se aproximou da janela do motorista. Foi quando o homem acelerou, arrastando a vítima por aproximadamente 300 metros antes de fugir do local.

A Polícia Civil informou ao Terra que a investigação está em andamento na 30ª DP (Marechal Hermes). Agentes analisam imagens das câmeras de segurança e testemunhas serão ouvidas. Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos.

Em nota, a 99 lamentou o caso e informou que possui uma política de tolerância zero para agressões, atitudes discriminatórias e quaisquer outras formas de violência. De acordo com a empresa, assim que foi comunicada do ocorrido, o perfil do motorista parceiro foi bloqueado permanentemente da plataforma.

"Uma equipe especializada está em contato com os passageiros para oferecer acolhimento e orientações sobre o acionamento do seguro, que inclui auxílio para despesas médicas e apoio psicológico. A empresa segue à disposição para colaborar com as autoridades, se necessário", acrescentou.

A empresa ressaltou também que não é permitido o cancelamento de corridas por motivos relacionados a capacitismo e/ou quaisquer formas de discriminação, e reforça que atua na conscientização e educação de motoristas parceiros/passageiros por meio de iniciativas como o Guia da Comunidade 99, que traz dicas e orientações sobre como agir e quais comportamentos não são aceitos na plataforma.

Fonte: Portal Terra
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