Grupo bloqueia avenida na zona leste em protesto contra reintegração de posse
Manifestantes incendiaram pneus e interromperam a circulação na Avenida Salim Farah Maluf, no sentido Marginal. Trânsito chegou a ficar parado
Um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus e bloqueou a Avenida Salim Farah Maluf, na Vila Ema, zona leste de São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 25, em protesto contra um processo de reintegração de posse em andamento no local.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender à ocorrência e, até as 17h40, ainda atuava na região, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Cerca de 20 pessoas participaram do protesto que, de acordo com a PM, já foi dispersado. Pelas imagens, o fogo colocado em pneus gerou uma densa coluna de fumaça. Não há informações sobre confrontos com policiais nem sobre detidos em razão da manifestação.
Ainda conforme a Polícia Militar, o bloqueio atingiu a Avenida Salim Farah Maluf no cruzamento com a Avenida Vila Ema. O trânsito chegou a ficar parado na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) confirmou a "ocupação total" da via no sentido Marginal por volta das 16h50, mas informou, em nota, que às 17h10 a pista já estava liberada. "Manifestantes estão pela calçada", diz o comunicado.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que os manifestantes seriam "moradores de um imóvel localizado em frente ao ponto do protesto" e que "há um processo de reintegração de posse em andamento" no endereço.
"Parte dos cerca de 20 participantes que iniciaram a manifestação já deixou o local. A Polícia Militar mantém diálogo com os presentes, visando ao restabelecimento da ordem pública", informou a corporação.
O autor do pedido de reintegração de posse não foi informado, assim como o endereço exato do imóvel alvo da operação.
A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado foram procurados pela reportagem para comentar o caso, mas não se manifestaram até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.