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Freira de 82 anos é morta após homem invadir convento no Paraná

Irmã Nádia Gavanski teria sido atacada por um homem que afirmou ter ouvido vozes pedindo para matar alguém

23 fev 2026 - 09h37
(atualizado às 09h39)
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Irmã Nádia morreu aos 82 anos, vítima de um invasor ao convento onde congregava
Irmã Nádia morreu aos 82 anos, vítima de um invasor ao convento onde congregava
Foto: Reprodução/Instagram

A Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada comunicou o falecimento da freira Nádia Gavanski, de 82 anos, ocorrido no último sábado, 21. A Irmã teria sido morta por um homem que tentou invadir o convento, localizado na cidade de Ivaí, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, um homem de 33 anos foi preso em flagrante suspeito pelo crime. A idosa foi encontrada, por agentes da Polícia Militar, caída ao chão, com vestimentas parcialmente retiradas, sinais evidentes de agressão física e sem vida.

Uma testemunha, fotógrafa que registrava um evento no convento, foi abordada pelo suspeito logo após a prática do crime. O indivíduo apresentava visível nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Inicialmente, alegou que trabalharia no convento e que teria encontrado a vítima já caída e desfalecida.

Desconfiando da narrativa, a testemunha registrou de forma discreta parte da interação e solicitou apoio a outros presentes para acionar ambulância e a PMPR. Neste intervalo, o suspeito deixou o local.

Com base nas filmagens feitas pela fotógrafa, o suspeito foi identificado. Ele já possuía antecedentes criminais de roubo e furto. O homem foi localizado pela polícia em sua residência, ele assumiu a autoria do crime. 

Em depoimento, o suspeito disse ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Além disso, alegou ter ouvido vozes que o ordenavam matar alguém, razão pela qual pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa.

Ele contou ainda que ao encontrar a freira, ela o questionou sobre sua presença ali e ele respondeu que trabalhava no convento. Percebendo que a religiosa não acreditou na explicação, o suspeito afirmou tê-la empurrado, fazendo-a cair ao solo, momento em que ela começou a gritar. Declarou ter colocado os dedos da mão direita dentro da boca da vítima, promovendo asfixia.

Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Negou, ainda, qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair objetos. Ao constatar que a vítima não reagia, afastou-se do local e aproximou-se de frequentadores do convento, reiterando que trabalhava ali e informando ter encontrado a religiosa caída.

Uma das irmãs do convento relatou, em depoimento prestado na delegacia, que a vítima, após o almoço, tinha o hábito de dirigir-se ao local do fato para alimentar galinhas — momento em que o crime teria ocorrido.

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, com indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência. Foi encaminhado ao sistema penitenciário após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária.

A circunstância de a vítima apresentar vestimentas parcialmente retiradas pode sugerir a prática de crime sexual (consumado ou tentado), hipótese que será analisada após a conclusão dos laudos periciais. Até o momento, não há indícios de intenção prévia de subtração de objetos, possibilidade que também permanece sob investigação.

Nas redes sociais foi grande a comoção com a morte da Irmã Nadia Gavanski, que havia dedicado 55 anos de sua vida à religiosidade. "Irmã Nadia dedicou integralmente sua vida à fé e ao serviço ao próximo, sendo sinal de acolhimento, esperança e ternura em cada comunidade por onde passou. Seu legado permanecerá vivo em todos nós, inspirando-nos a seguir com humildade, simplicidade e amor ao próximo", diz trecho de nota compartilhada pelo convento.

O velório da freira aconteceu no último domingo, 22, na cidade de Prudentopólis. 

Fonte: Portal Terra
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