Prédio de luxo com unidades a R$ 2,78 milhões em Goiânia terá elevador para delivery nos apartamentos; veja como funciona
Incorporadora explica que elevador não aumentou os custos da obra, que está dentro do valor cobrado pelo metro quadrado no bairro
Um prédio de luxo em Goiânia, previsto para ficar pronto no início de 2029, trouxe uma inovação ao mercado imobiliário com o anúncio de que os apartamentos serão equipados com um elevador exclusivo para delivery. A ferramenta faz parte do projeto do empreendimento FR. Casa Aurora, com unidades vendidas por cerca de R$ 2,78 milhões.
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Lara Rassi, diretora executiva da FR Incorporadora, explica como o elevador deve funcionar. Segundo ela, a máquina somente poderá ser acessada pelos porteiros do condomínio.
"O entregador vai chegar até o prédio, vai interfonar, aí o porteiro vai interfonar para a unidade, o morador da unidade passa o código para o porteiro, o porteiro coloca no elevador e aí vai até o andar da pessoa", diz. Um morador, por exemplo, não poderá enviar nada para um vizinho por conta própria.
O mesmo serve para deixar uma encomenda para alguém buscar na portaria. Será preciso que o morador interfone e peça ao porteiro o acionamento do elevador de delivery.
A novidade, segundo Lara, não trouxe custos a mais para a obra. "Fizemos a viabilidade e aí conseguimos fazer com que não onerasse no preço do metro quadrado para o cliente final", afirma.
O prédio fica localizado no Setor Marista, um dos bairros mais nobres de Goiânia onde o metro quadrado custa em média R$ 13.336, de acordo com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado de Goiás (Ademi-GO). No caso do FR. Casa Aurora, os apartamentos possuem 210 m², com valor médio de R$ 13.000 cada, ainda segundo a diretora executiva da construtora.
De alto luxo, o prédio contará com apenas dois apartamentos por andar que poderão se transformados em um só caso o comprador tenha interesse.
Com relação a um possível custo no valor de condomínio, Lara não soube dizer se deve haver uma cobrança maior por causa da implementação do elevador. Ela explica que tal taxa fica a cargo de uma empresa administradora após a entrega do imóvel.
Até o momento, cerca de 60% das unidades do prédio já foram vendidas e a executiva estima que houve um aumento de procura depois que o elevador para delivery começou a ser anunciado.
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