Funcionário do Metrô de SP é demitido após se recusar a ajudar vítima de assédio na estação Sé
Ele culpabilizou a vítima e ignorou a denúncia. Companhia afirma que comportamento não condiz com as diretrizes e treinamentos e lamentou o ocorrido
Um funcionário do Metrô de São Paulo foi demitido após se recusar a ajudar uma vítima de assédio sexual na estação Sé, que atende as linhas 3 - Vermelha e 1 - Azul. Segundo apurado pela reportagem, o funcionário ignorou a denúncia e ainda culpou a vítima pelo ocorrido dizendo que as roupas que ela usava na ocasião teriam motivado o assédio. O caso ocorreu na quarta-feira, 25.
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Em nota, o Metrô informou que o desligamento ocorre uma vez que a conduta "não condiz com as diretrizes da empresa em um caso grave que demanda acolhimento e respeito à vítima."
No texto, a companhia ainda pede desculpas "à vítima e aos demais passageiros envolvidos, reforçando que não compactua com qualquer tipo de assédio, nem tolera desvios aos rigorosos treinamentos aos quais todos os seus agentes".
Ainda de acordo com o Metrô, apesar do ocorrido, a passageira foi atendida e acolhida por agentes mulheres que lhe ofereceram acompanhamento para o registro da ocorrência. No entanto, ela optou por não ser encaminhada à delegacia, decisão formalizada na presença de testemunhas.
Uma jovem de 20 anos que estava indo para o trabalho gravou o momento em que o funcionário do metrô culpa a roupa da vítima pelo ocorrido.
Segundo a testemunha, a vítima chorava sentada enquanto segurava uma mala e gritava que havia sofrido assédio, mas o funcionário demitido e outros estavam ao redor não estariam prestando ajuda. A jovem que gravou o momento também diz que um dos funcionários teria afirmado que estava ali apenas para impedir que as pessoas "se jogassem".