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Foi desesperador, diz ferida em queda de elevador em MG

10 mar 2009 - 09h25
(atualizado às 10h32)
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Ney Rubens

Direto de Belo Horizonte

A auxiliar de serviços gerais Kéferni Cristina Rodrigues da Costa foi a única que não se feriu gravemente entre o grupo de 11 pessoas que estava no elevador que despencou do 10º andar de um prédio, no centro de Belo Horizonte, na segunda-feira. Na porta do Hospital João XXIII, para onde as vítimas foram levadas, ela contou que "foi apavorante" o momento da queda.

Local foi isolado para as investigações das causas do acidente
Local foi isolado para as investigações das causas do acidente
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

"O elevador estava no 13º andar quando parou. Depois desceu até o 10º andar, parou, e aí caiu de vez. Desceu muito rápido, não deu pra fazer nada. Foi desesperador, as pessoas gritando de dor, chorando", disse ela.

No elevador havia 11 pessoas, incluindo a ascensorista. Depois do acidente, a porta foi aberta por pessoas que estavam no térreo e aguardavam o equipamento para subir o prédio. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros.

A mulher do operador industrial Wesley da Silva Elias quebrou os dois joelhos. Leila Aparecida de Matos Euzébio foi atendida no HPS João XXIII e transferida, na noite desta segunda-feira, para o Hospital Santa Rita.

Elias esteve com a mulher no HPS. "Ela contou que foi tudo muito rápido. O elevador deu uma pane e logo depois chacoalhou tudo. A cabine caiu de uma vez, batendo no fundo do poço. As pessoas ficaram amontoadas e com falta de ar, uma tragédia", disse.

O acidente aconteceu por volta de 16h. O elevador que despencou tem capacidade para 15 pessoas e é um dos quatro que funcionam no condomínio Joaquim de Paula, na rua Carijós 424. Os equipamentos foram interditados e não poderão funcionar até que o edifício apresente um laudo técnico que garanta a segurança dos elevadores.

Segundo o Hospital João XXIII, algumas vítimas tiveram fraturas nas pernas e joelhos. Todos passaram por avaliação e ninguém corre risco de vida. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Ronaldo Lima, um laudo com as causas do acidente fica pronto em 30 dias. A polícia e a empresa que presta manutenção no elevador periciaram o local.

O oficial explicou que os responsáveis pelo condomínio apresentaram um recibo referente à última manutenção, feita no dia 24 de janeiro deste ano. "No recibo não consta o tipo de serviço feito," completou. No edifício ninguém quis falar sobre o assunto.

Fonte: Especial para Terra
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