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Filho e esposa de deputado investigado por chefiar grupo miliciano são presos na BA

Além deles, mais quatro pessoas foram detidas em mega operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro, receptação e agiotagem

8 dez 2023 - 21h02
(atualizado às 22h37)
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BA: Filho e esposa de deputado investigado por chefiar grupo miliciano são presos
BA: Filho e esposa de deputado investigado por chefiar grupo miliciano são presos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O filho e a esposa do deputado estadual Binho Galinha, investigado por suspeita de chefiar um grupo miliciano que atua na região de Feira de Santana, na Bahia, foram presos na quinta-feira, 7. Além deles, mais quatro pessoas também foram detidas. 

As prisões preventivas fazem parte da Operação El Patron da Polícia Federal e Ministério Público da Bahia (MP-BA). Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, inclusive na casa e nas fazendas do deputado. 

Cerca de 200 agentes públicos, entre policiais, delegados, promotores de Justiça e auditores, participaram da mega operação. De acordo com a MP, ao todo, foram denunciadas 15 pessoas, incluindo o deputado, a esposa e o filho. O parlamentar não foi preso, por causa do direito ao foro privilegiado. 

A denúncia foi recebida pela Justiça, que determinou o bloqueio de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 imóveis urbanos e rurais, sendo eles: 

  • 10 fazendas;
  • 9 casas;
  • 4 terrenos;
  • 2 apartamentos;
  • 1 sala comercial;
  • 14 veículos;

O MP também solicitou à Justiça que determine o pagamento de multa superior a R$ 30 milhões por danos morais coletivos. 

Em nota, o deputado Binho Galinha disse estar à disposição da Justiça. “No mais, dizer que nosso jurídico está tomando as devidas providências para junto a Justiça prestar os esclarecimentos”.

Mega operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro, receptação e agiotagem
Mega operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro, receptação e agiotagem
Foto: Reprodução/MPBA

Entenda as ações do grupo

O grupo é responsável por crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada. Segundo o MP, as investigações revelaram que a organização criminosa realizou, em uma década, movimentações bancárias superiores a R$ 100 milhões, total transferido diretamente ao longo do tempo pelos investigados e por empresas constituídas com o intuito de garantir aparência de licitude aos recursos movimentados.

Segundo a denúncia feita pela MP, o grupo contava, inclusive, com a participação de policiais militares da Bahia. “Eles integravam o braço armado da organização criminosa, com atribuições de efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogatinas e empréstimos a juros excessivos”, informou a MP. 

Fonte: Redação Terra
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