Ex-policial foragido condenado a 96 anos de prisão é preso no Rio Grande do Sul
A Polícia Civil gaúcha prendeu, na quinta-feira (24), um ex-policial militar de Santa Catarina que estava foragido desde 8 de março. Valdir Saggin, de 58 anos, havia rompido a tornozeleira eletrônica que usava em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, e foi capturado em Itaqui, na Fronteira Oeste. O ex-PM possui condenações que totalizam 96 […]
A Polícia Civil gaúcha prendeu, na quinta-feira (24), um ex-policial militar de Santa Catarina que estava foragido desde 8 de março. Valdir Saggin, de 58 anos, havia rompido a tornozeleira eletrônica que usava em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, e foi capturado em Itaqui, na Fronteira Oeste. O ex-PM possui condenações que totalizam 96 anos de prisão por diversos crimes, incluindo homicídios, extorsões, estelionato, cárcere privado e roubos a bancos nos três Estados do Sul.
Valdir Saggin, também conhecido como "Dico", era um dos fundadores de uma facção catarinense. Ele havia sido condenado, em um dos casos mais graves, pela execução de dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina, no ano de 2001.
O ex-policial usava a tornozeleira eletrônica desde dezembro de 2022, após receber o benefício para progredir ao regime semiaberto. No entanto, como não havia vaga em instituição prisional para esse regime, ele foi monitorado a distância pelo dispositivo. Pouco mais de dois meses depois, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e estava foragido desde então.
A equipe da Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foi responsável por localizar e prender o ex-PM. Ele foi conduzido para Porto Alegre e encaminhado a um presídio de regime fechado.
As investigações apontam que Valdir Saggin estava planejando sair do país ou realizar outras atividades criminosas. O ex-PM já havia fugido anteriormente, em setembro de 2020, após receber a progressão para o regime semiaberto. Ele foi recapturado em janeiro de 2021.
Além das condenações por homicídios, roubos a bancos e outros crimes, Saggin responde a mais dois processos judiciais por tentativa de homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, receptação, organização criminosa, roubo majorado, associação criminosa e posse irregular de arma de fogo em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Caso seja considerado culpado nesses processos, as novas penas podem aumentar sua sentença em mais 50 anos de prisão, somando-se aos 96 anos já estabelecidos pelas condenações anteriores.