Há exatamente um ano, a vida de Vera Fernandes Githay Charles, junto do marido Antônio Evangelista Charles, sofreu o baque que tirou ambos do eixo. Para nunca mais voltar. Toda dor foi por saber que o filho único, que nunca deu problema, e "sempre avisava onde estava e que horas iria voltar para casa", estava entre as 22 vítimas (17 delas encontradas, e cinco ainda desaparecidas) do desabamento do Edifício Liberdade, no centro do Rio de Janeiro, que levou junto outros dois prédios anexos, na noite do dia 25 de janeiro de 2012.
Pais de Bruno Githay Charles se emocionam ao falar do filho único morto na tragédia do dia 25 de janeiro de 2012
Bruno Githay Charles, 25 anos, era formado e trabalhava com sistemas de informação e, além de ser funcionário da Tecnologia Organizacional (TO), empresa que ocupava vários andares do Edifício Liberdade, e cuja obra no nono pavimento teria sido a principal causa do desmoronamento. Ele passava por um curso no sexto andar no momento em que a avenida 13 de Maio, no coração central carioca, virou uma grande névoa de poeira e fumaça.
Enquanto o Ministério Público anunciava nesta quinta-feira, na véspera do fatídico aniversário, que oferecia denúncia contra o dono e presidente da TO, Sérgio Alves de Oliveira, contra a administradora da empresa, Cristiane do Carmo Azevedo, além de quatro pedreiros, todos eles, segundo o MP, negligentes com a obra que teria causado toda a dor dos familiares das vítimas, Dona Vera ainda enfrenta a sua luta pessoal por justiça. O síndico Paulo Renha, que havia sido indiciado pela Polícia Federal por permitir as intervenções no prédio, morreu também na quinta-feira, vítima de uma infecção respiratória, aos 83 anos.
Neste depoimento exclusivo ao Terra, Vera conta que convive ainda com um drama que lhe tira o sono. "Nunca mais dormi como antes", revela a dona de casa, que se debruçou sobre o calhamaço de páginas da investigação da morte de Bruno e encontrou diversas informações confusas que colocaram uma dúvida devastadora em seu coração: "não sei se o corpo que enterrei era o do meu filho".
Ela aguarda posicionamento do Ministério Público sobre o pedido de exumação do corpo, e principalmente, por uma nova perícia. Quer saber a todo custo a causa da morte do filho e tirar da sua cabeça a dúvida de que ele pudesse estar vivo sob os escombros e que as retroescavadeiras de resgate possam ter "terminado o serviço".
Luta familiar
Leia a seguir o depoimento da dona de casa Vera e a luta da família para conseguir ter a certeza que o corpo enterrado é mesmo o do filho Bruno, morto no desabamento dos prédios no centro do Rio:
"O Bruno é um menino que se formou em sistema de informação e trabalhava na TO (empresa que funcionava no edifício Liberdade, o maior, que desmoronou empurrando os outros dois) como analista de sistema. Meu filho único, que não deixou neto, não deixou filho, nada além de saudade. Meu filho, sinceramente, eu nunca mais vou conhecer uma pessoa igual. Nunca me deu aborrecimento, nunca tive que procurar meu filho, eu sempre sabia onde ele estava porque ele sempre me avisava.
No dia do desabamento, quando era 20h15, eu liguei para saber se ele vinha jantar. Eu tinha costume de deixar o prato pronto para ele esquentar no micro-ondas. Ele disse que aquele dia não vinha, que tinha curso lá no prédio. De repente, depois de uns 15 minutos, mais ou menos, que eu falei com ele, entra o plantão na TV que tinha desabado um prédio no centro do Rio. Jamais iria imaginar que ia ser o prédio do meu filho. Apreensiva, comecei a tentar ligar para ele e só dava caixa postal. Liguei para minha irmã, que trabalhava próximo ao local, para saber. Quando ela atendeu, e disse que estava vindo para cá me encontrar, soube na hora que o prédio era o que meu filho trabalhava. Parecia que eu queria voar, ter asas para chegar rápido. Meu desejo era entrar no meio daquela fumaça e tentar alguma coisa. Aquela cena não me sai da cabeça. A fumaça e o cheiro.
Nunca ninguém do Instituto Médico Legal (IML) falou que o corpo do meu filho estava lá, ou algum responsável. Conforme ia aparecendo, davam características. Mas nunca deram uma descrição do meu filho. Era só palestra no IML, ninguém via mesmo o corpo, no máximo, fotos. No dia 29 (quatro dias após a tragédia), meu irmão foi ao IML e disse que queria ver o cadáver que estava com a carteira dele ao lado. Era um corpo sem a cabeça, e com os braços decepados. Ele disse que reconheceu como sendo do Bruno por causa das roupas, que já tinha um 'zunzunzun' acontecendo por ali, mas no IML ninguém falava nada, diziam que não tinham nada disso. Um dia depois, a gente foi chamado para recolher material para o exame de DNA.
Quando eu estou na minha casa no dia 6, chega o meu irmão com a liberação do cadáver do meu filho, com o exame de DNA. Foi lido no dia 2. O exame dizia que ele tinha aparecido no dia 28. Pensei na hora que tinha coisa errada. Já me ligaram para realizar o enterro, junto com a assistente social. Eu estava lendo aquilo tudo, e ele falando: "como vamos fazer o enterro do Bruno, a senhora quer escolher o cemitério?".
Só consegui ir ao dia IML no dia 14, meus parentes não deixavam. Eu só ia enterrar alguém se eu visse o corpo do meu filho. Enganei meus parentes dizendo que tinha consulta médica, peguei o meu marido e fomos. Quando a gente chegou ao IML, não me deixaram ver o cadáver. Estava liberado, mas não deixaram. Falaram que nem com advogado. Liguei para o 190. Na ocorrência no Ministério Público tem tudo isso registrado. Passei na Defensoria Pública (do Estado) porque eu queria uma perícia, além, claro, de ver o corpo do meu filho. Eu tenho esse direito.
Mas o pior de tudo foi o fato de que meu irmão tinha visto na foto um corpo branco, e emitiram um laudo de um corpo diferente do que ele viu, um corpo com características negras. Muitas coisas não batiam, depois eu fui descobrir. Diversas guias dos corpos estavam com identificações erradas, muito embora o exame de DNA atestasse o contrário. Estava tudo muito confuso. O cadáver que meu irmão tinha visto não era esse. Meu irmão disse que só tinha calça, sem camisa, e o que me mostraram estava de camisa. Oras, ele sempre usava uma camisa branca por baixo, lisa, e este corpo não tinha, além de tudo. Só aumentavam as minhas dúvidas. Nada batia com o laudo cadavérico, que também não explicava ainda a causa da morte. Diziam que o corpo estava em elevado processo de putrefação, mas, como, se ele foi achado dia 28, três dias depois? Foi quando eu descobri depois, no IML, falando com o rapaz que trabalha lá, que o corpo tinha chegado na verdade dia 27, um dia antes. Tudo errado.
Me levaram para uma sala de baixo, com janela de vidro, e levaram esse corpo, tudo escuro. Me falaram que a luz estava queimada. Não deu para ver nada. IML com luz queimada? Era parecido com o da foto, mas, além disso, eles tinham alguma coisa a esconder. De lá eu saí. Eu fiz uma cautela para esse corpo não ser enterrado como indigente, pois eu não tinha certeza. Eu exigia uma nova perícia, queria saber a hora, e o que matou o meu filho.
Não sai da minha cabeça, depois de toda essa confusão, que podem ter sido aquelas retroescavadeiras que terminaram de fazer o serviço com o meu filho. Me mostraram fotos de pés todos machucados, e no laudo estava tudo bem com os pés. Outra coisa: o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Eboli dá informações do corpo do meu filho que não batem com o corpo que eu enterrei. Que bagunça é essa que fazem com o meu filho, com o marido, com parentes, amigos das pessoas que morreram?
Dia 22 de março venceria a cautela do corpo, e no sábado, dia 17 de março, fui obrigada a enterrar o corpo que me deram sem saber se era mesmo o do meu filho. Repito: já entrei com representação no Ministério Público, via Defensoria Pública do Estado, e quero saber a verdade. Pedi a exumação do corpo, mas a própria defensoria requeriu um novo exame de DNA. Eu não quero só isso, até porque pode ter vestígios do meu filho lá dentro, eles podem me enganar. Aprendi nesse ano, investigando muito, que todo cadáver 'fala'.
Quero saber por que meu filho morreu, por que aquele primeiro cadáver, que foi reconhecido pelo meu irmão, estava com as mãos e cabeça decepadas, e depois me apresentaram outro. Tenho que botar isso para fora para alguém fazer alguma coisa. Não aguento mais. Não sai da minha cabeça a ideia de que, como a tragédia aconteceu perto do Carnaval, eles correram para retirar tudo, arrumar tudo, para a onda passar. Aqueles caminhões em cima do meu filho. Tenho a certeza de que meu filho estava vivo debaixo daqueles escombros."
Vítima foi identificada por DNA, diz polícia
De acordo com informações do diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico Científica (DGPTC), Sérgio Henriques, dois laudos foram entregues à família de Bruno Gitahy Charles, um em janeiro de 2012 e outro em fevereiro do mesmo ano. O primeiro apresentou o resultado da necropsia, e o segundo ratificou a necropsia e apresentou a identificação da vítima por exame de DNA.
O exame de DNA foi executado por ser o único meio de identificação da vítima. Exames de impressão digital ou de arcada dentária seriam inviáveis, pois o corpo só possuía tronco, membros inferiores e parte do braço esquerdo. A cor de Bruno Gitahy foi declarada como ignorada. A cor enegrecida citada no laudo, de acordo com Henriques, se deve ao estado de putrefação da vítima. "Convém frisar que a família só pode solicitar a certidão de óbito com o nome completo da vítima junto ao juiz e ao cartório, por possuir o resultado do laudo de identificação", diz a Polícia Civil em nota.
Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro de 2012. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, 22 pessoas morreram.
Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. Na época, o especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio.
Na época da tragédia, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.
Veja como era o local no centro do Rio antes do desabamento dos prédios:
2 de fevereiro Familiares e amigos das vítimas do desabamento participam de missa na Catedral de São Sebastião, no Rio de Janeiro
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro Houve momentos de comoção durante a cerimônia
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro A missa foi realizada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro A catedral recebeu amigos e familiares das 17 vítimas do desabamento
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro As famílias receberam o apoio dos presentes
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro As famílias receberam o apoio dos presentes
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
2 de fevereiro "As lágrimas continuam rolando facilmente. De certa forma, muitos foram atingidos nessa cidade com a tragédia", disse o arcebispo
Foto: Douglas Shineidr / Jornal do Brasil
29 de janeiro Foi enterrado na tarde deste domingo, no cemitério de Inhaúma, subúrbio do Rio de Janeiro, Amaro Tavares, 40 anos
Foto: Jadson Marques / Futura Press
29 de janeiro Amaro era o professor que ministrava o curso de Tecnologia da Informação em um dos prédios que desabaram na noite de 25 de janeiro no centro da cidade
Foto: Jadson Marques / Futura Press
29 de janeiro Familiares e amigos compareceram ao enterro do professor
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro A quinta vítima identificada dos desabamentos, Alessandra Alves Lima, foi enterrada na manhã deste sábado no Rio de Janeiro
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro Alessandra era funcionária de uma empresa de informática que atuava no prédio Liberdade
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro A vítima tinha 29 anos e foi sepultada no cemitério de Ricardo de Albuquerque no Rio de Janeiro
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro Amigos e familiares foram se despedir de Alessandra
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro Ela trabalhava no prédio de 20 andares que caiu, levando consigo outros dois prédios vizinhos
Foto: Jadson Marques / Futura Press
28 de janeiro No momento do desabamento, Alessandra conversava com o marido pela internet
Foto: Jadson Marques / Futura Press
27 de janeiro O secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, Sergio Simões, admitiu que não há mais esperança de que sejam encontrados sobreviventes do desabamento dos três edifícios no centro do Rio
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
27 de janeiro Maleta é retirada de escombros de prédio que desabou no Rio
Foto: Marcus Vinicius Pinto / Terra
27 de janeiro Celso Renato Braga Cabral, vítima do desabamento, foi sepultado na manhã de sexta-feira em Niterói
Foto: Jornal do Brasil
27 de janeiro Amigos e familiares acompanharam o primeiro enterro das vítimas do desabamento no Rio de Janeiro
Foto: Jornal do Brasil
27 de janeiro Equipe de resgate retira corpo da sétima vítima fatal encontrada sob os escombros de edifícios
Foto: AP
27 de janeiro Bombeiros e funcionários da Defesa Civil prosseguem as buscas por soterrados no centro do Rio de Janeiro
Foto: AP
27 de janeiro Máquinas e escavadeiras dão suporte ao trabalho de remoção dos escombros
Foto: AP
27 de janeiro O pedreiro Alexandre da Silva Fonseca, que sobreviveu ao desabamento após se proteger dentro de um elevador, revelou que paredes foram derrubadas na obra em que ele trabalhava, no nono andar de um dos edifícios
Foto: Giuliander Carpes / Terra
27 de janeiro A cerimônia aconteceu debaixo de chuva
Foto: Vitor Silva / Jornal do Brasil
27 de janeiro A vítima foi uma das primeiras a ser identificada pelo IML
Foto: Vitor Silva / Jornal do Brasil
27 de janeiro Amigos e familiares compareceram ao cemitério de Maruí
Foto: Vitor Silva / Jornal do Brasil
27 de janeiro Sobre o caixão, foi colocada uma bandeira com as cores do Flamengo
Foto: Vitor Silva / Jornal do Brasil
27 de janeiro Bombeiro caminha sobre escombros de prédio que desabou no centro histórico do Rio
Foto: Victor R. Caivano / AP
27 de janeiro Socorristas retiram corpo de vítima sob o concreto dos prédios
Foto: Victor R. Caivano / AP
27 de janeiro Bombeiros combatem foco de incêndio em prédio que desabou no centro histórico do Rio
Foto: Victor R. Caivano / AP
27 de janeiro Bombeiros utilizam máscaras para se protegerem de gases e da fumaça que saem dos escombros
Foto: / AFP
27 de janeiro Bombeiros retiram o 14º corpo dos escombros dos três edifícios que desabaram no centro do Rio
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro Ferros retorcidos e pedaços de concreto estavam dependurados do que restou dos edifícios
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro Uma multidão de curiosos acompanhava os trabalhos de resgate de vítimas
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro Quase 24 horas após o desabamento dos prédios, homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuavam trabalhando
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro Agentes da prefeitura e funcionários que trabalhavam no resgate usavam máscaras para evitar respirar o pó que subia dos escombros
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro Técnicos e especialistas avaliaram o estado das construções vizinhas ao acidente. O Theatro Municipal não foi comprometido
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
26 de janeiro O Centro de Operações da prefeitura informou hoje que existe previsão de chuva, o que poderá prejudicar a busca por vítimas
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil
Imagem feita antes do desabamento mostra os prédios em segundo plano, atrás da estátua do maestro Carlos Gomes
Foto: Lucas Marcelino / vc repórter
26 de janeiro Por volta das 21h de quarta-feira, Cláudio de Taunay se preparava para deixar seu escritório, no 16o andar do Edifício Capital, quando o prédio ao lado comecou a desabar. "Achei que algum avião havia se chocado com o prédio", diz o advogado
Foto: Giuliander Carpes / Terra
26 de janeiro Mais de 20 horas após o acidente, os bombeiros haviam confirmado cinco óbitos e 18 desaparecidos no acidente
Foto: / Reuters
26 de janeiro Poeira levantada pelos escombros complicava buscas na região
Foto: / Reuters
26 de janeiro Retroescavadeiras auxiliavam na remoção dos escombros na procura de mais vítimas soterradas
Foto: Vanderlei Almeida / AFP
26 de janeiro Bombeiros resgatando uma das vítimas fatais do desabamento
Foto: Reuters
26 de janeiro Corpo de vítima não identificada sendo resgatado do local
Foto: Jadson Marques / Futura Press
26 de janeiro Até as 10h, as equipes de resgates tinham localizado três corpos entre os escombros
Foto: Reuters
26 de Janeiro Bombeiros resgataram os primeiros corpos na manhã desta quinta-feira
Foto: AP
26 de janeiro Equipes trabalhando no resgate de desaparecidos na manhã desta quinta-feira
Foto: AP
Parentes e amigos de pessoas que poderiam estar nos edifícios na hora da queda seguiam para a cena do desabamento em busca de informações
Foto: Murilo Rezende / Futura Press
26 de janeiro Equipes de resgate removendo entulhos dos locais dos desabamentos
Foto: Futura Press
26 de janeiro O prefeito Eduardo Paes foi até a área do desabamento para acompanhar as buscas
Foto: Beth Santos/PCRJ / Divulgação
26 de janeiro Fumaça e poeira atrapalham o trabalho de busca
Foto: Beth Santos/PCRJ / Divulgação
26 de janeiro Eduardo Paes no centro do Rio de Janeiro
Foto: Beth Santos/PCRJ / Divulgação
26 de janeiro Bombeiros e homens da prefeitura usando cães farejadores
Foto: Beth Santos/PCRJ / Divulgação
26 de janeiro A região é conhecida pelos prédios antigos
Foto: Reuters
26 de janeiro Equipes trabalhando no resgate de corpos
Foto: AFP
26 de janeiro Dezenas de profissionais trabalham no resgate
Foto: AFP
26 de janeiro A forte poeira faz com que a equipe de resgate use máscaras
Foto: AFP
26 de janeiro O tráfego foi interditado na região dos desabamentos
Foto: AFP
26 de janeiro O prédio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro não foi atingido
Foto: AFP
26 de janeiro Visão aérea do Theatro Municipal
Foto: / AP
26 de janeiro Trânsito sofre modificações na região do desabamento nesta manhã
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro Ainda há bastante fumaça no local
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro O prefeito Eduardo Paes esteve no local esta manhã
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro Um dos prédios tinha 20 andares e ficava situado na avenida 13 de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro Os bombeiros continuam os trabalhos de busca com diversas viaturas
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro O trânsito no local está bloqueado
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro Trânsito é desviado no local; há a possibilidade de a obra que ocorria no prédio fosse irregular
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
26 de janeiro Vista aérea da rua 13 de maio
Foto: / Futura Press
26 de janeiro Durante a manhã, a presença de fumaça foi constante na região do desabamento
Foto: / EFE
26 de janeiro Equipe de resgate observando os estragos provocados pelo desabamento
Foto: / EFE
26 de janeiro As equipes trabalham para tentar localizar sobreviventes
Foto: / EFE
26 de janeiro No início da manhã, o tempo bom auxiliava nas buscas
Foto: / EFE
26 de janeiro Máquinas tiram entulhos cuidadosamente
Foto: / EFE
26 de janeiro Cães farejadores são usados para tentar localizar sobreviventes
Foto: / AP
26 de janeiro Durante a manhã desta quinta-feira, os bombeiros continuaram os trabalhos de busca
Foto: Futura Press
26 de janeiro Carros que estavam na rua também foram atingidos pelos escombros
Foto: Reuters
26 de janeiro Visão aérea da área dos prédios que desabaram no Rio de Janeiro
Foto: Reuters
26 de janeiro Retroescavadeiras trabalharam durante toda a madrugada
Foto: AP
26 de janeiro As ruas da região foram interditadas para o trabalho dos bombeiros
Foto: Reuters
26 de janeiro Sobraram apenas ferros retorcidos no local do desabamento
Foto: / Reuters
26 de janeiro Homens dos bombeiros, Defesa Civil e Guarda Civil trabalharam no local
Foto: Reuters
26 de janeiro Os três edifícios desabaram por volta das 20h30. Um deles tinha 20 andares
Foto: / AP
26 de janeiro Homens trabalharam para remover os carros do local do desabamento
Foto: / AP
26 de janeiro A escuridão foi um dos desafios das equipes de resgate
Foto: / AP
26 de janeiro Bombeiros procurando por desaparecidos
Foto: / AP
26 de janeiro Bombeiros e Defesa Civil se preocupam com os prédios da região
Foto: / AP
26 de janeiro Para chefe do Corpo dos Bombeiros, chance de encontrar sobreviventes é pequena
Foto: / AP
26 de janeiro Testemunhas afirmaram que ouviram um estrondo antes da queda
Foto: / AP
26 de janeiro Retroescavadeira trabalhando na remoção de entulhos
Foto: / Getty Images
26 de janeiro Funcionários trabalhando no resgate
Foto: / Getty Images
26 de janeiro O desabamento obrigou a interdição de toda a rua
Foto: / Getty Images
26 de janeiro A poeira cobriu toda a região ao redor dos prédios
Foto: / Getty Images
26 de janeiro Funcionário da CET-Rio junto à equipe de resgate
Foto: / AFP
26 de janeiro Bombeiro tentando localizar sobreviventes entre os escombros
Foto: AFP
26 de janeiro Ainda não se sabe o motivo dos desabamentos
Foto: AFP
26 de janeiro Carros atingidos pela poeira e escombros
Foto: AFP
26 de janeiro Os desabamentos modificaram a rotina no centro do Rio de Janeiro
Foto: AFP
26 de janeiro Trabalho da equipe de resgate durante a madrugada
Foto: AFP
26 de janeiro Vista da região central do Rio de Janeiro após os desabamentos
Foto: EFE
26 de janeiro Até o início da madrugada, não havia confirmação oficial de óbitos
Foto: Wladimir Platonov / Agência Brasil
26 de janeiro Esforços pela busca de sobreviventes no desabamento dos prédios se alongaram pela madrugada desta quinta-feira
Foto: Wladimir Platonov / Agência Brasil
25 de janeiro "A situação que se vê lá é muito feia", contou impressionado o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que esteve no local
Foto: Marcos de Paula / Agência Estado
25 de janeiro Três edifícios desabaram no centro do Rio na noite desta quarta-feira, por volta das 20h30. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida 13 de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal
Foto: Cirilo Junior / Terra
25 de janeiro De acordo com os bombeiros do Quartel Central, houve uma explosão antes do colapso das estruturas. Os bombeiros foram ao local e havia forte cheiro de gás
Foto: Dhavid Normando / Futura Press
25 de janeiro Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves, sendo que três delas foram atendidas no local e liberadas. Um homem que estava preso no elevador foi encaminhado para o hospital Souza Aguiar
Foto: Cirilo Junior / Terra
25 de janeiro "A possibilidade de vazamento de gás é muito pequena. Não sabemos a causa, mas não deve ter sido explosão, e sim um dano estrutural", afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Paes
Foto: Dhavid Normando / Futura Press
25 de janeiro Dezenas de curiosos se aglomeravam ao redor do acidente
Foto: Murilo Rezende / Futura Press
25 de janeiro Uma retroescavadeira auxiliava na retirada de escombros para encontrar possíveis vítimas soterradas
Foto: Murilo Rezende / Futura Press
25 de janeiro Câmera da CETRio mostra movimentação de ambulâncias na região do desabamento
Foto: Reprodução
25 de janeiro Moradores da região ficaram apavorados com a queda dos edifícios
Foto: Cirilo Junior / Terra
25 de janeiro Veículo próximo ao desabamento ficou coberto de poeira