Crise do metanol: mais de 100 mil garrafas vazias são apreendidas em galpão clandestino em SP
Dois homens foram autuados e outras 6 mil garrafas com bebidas destiladas, sem procedência de origem, foram inspecionadas; defesas não foram localizadas
Agentes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da Polícia Civil de São Paulo, apreenderam 103 mil vasilhames de destilados vazios em um galpão clandestino localizado na Vila Formosa, na zona leste da capital.
Conforme a polícia, o local funcionava como uma "empresa de recicláveis", que tinha como principal fonte de comércio a venda de garrafas vazias para terceiros.
A ação faz parte da força-tarefa do gabinete de crise criado pelo governo paulista para combater e investigar os casos de intoxicação por metanol registrados no Estado.
Até o último balanço do governo, eram 15 ocorrências confirmadas, dois óbitos (homens de 54 e 46 anos) e 164 casos em análise. A suspeita é de que as vítimas tenham se contaminado com a substância tóxica a partir da ingestão de bebidas alcóolicas adulteradas.
No galpão clandestino estavam dois homens, de 46 e 61 anos, que foram autuados e serão investigados. Eles não tiveram a identidade revelada e, por isso, não foi possível localizar a defesa de ambos.
Cerca de 103 mil vasilhames de destilados, incluindo recipientes de gin, vodca e whisky, foram apreendidos. Outras 6 mil garrafas contendo bebidas alcoólicas, mas sem comprovação de origem, também foram inspecionadas pelos agentes do Cerco.
Os produtos, conforme a polícia, não possuíam controle sanitário; e o local, sem documentação legal para funcionamento, foi interditado pela Vigilância Sanitária.
O caso foi registrado como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de bebidas na 1ª Delegacia Seccional do Centro.
O governo aponta que, desde a criação da força-tarefa, já foram apreendidas 16 mil garrafas e 20 pessoas foram presas.