Criminosos são presos por usarem fotos e criar perfis falsos de deputados para pedir pix
Segundo as investigações, os criminosos atuavam de forma estruturada e com ramificações: identidades falsas, contas de e-mail eram utilizadas.
Na manhã desta quarta-feira, 17 de setembro, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), através da Divisão de Análise de Crimes Virtuais, deflagrou a Operação Falsa Tribuna com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes virtuais por meio de perfis falsos de deputados e ex-deputados de Brasília.
Segundo as investigações, os criminosos atuavam de forma estruturada e com ramificações: identidades falsas, contas de e-mail eram utilizadas, assim como perfis em redes sociais eram manueasados para executar fraudes eletrônicas, estelionatos e lavagem de dinheiro.
Como os golpes funcionavam
A estratégia consistia em criar perfis de aplicativos de mensagens com fotos e dados públicos de parlamentares. Em seguida, os criminosos entravam em contato com parentes das autoridades, alegando emergências, como acidentes ou problemas de saúde, para pedir transferências bancárias, principalmente via Pix.
Segundo a PCDF, o uso da imagem de figuras políticas dava credibilidade ao esquema e aumentava as chances de sucesso das fraudes.
Os investigados podem ser responsabilizados por falsa identidade, estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A soma das penas pode ultrapassar 20 anos de prisão.
A ofensiva contou com o apoio da Delegacia Especial de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e cumpriu mandados de busca e apreensão. Celulares e outros materiais foram apreendidos e serão submetidos a uma perícia técnica.
Operação prende dupla de criminosos
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira, 17 de setembro, para apurar um esquema de corrupção envolvendo órgãos públicos da área ambiental e de mineração que gerou lucro de R$ 1,5 bilhão. As suspeitas envolvem servidores públicos da Agência Nacional da Mineração (ANM) e do Iphan, além de órgãos estaduais do governo de Minas Gerais.
Um diretor da ANM em Brasília foi preso sob suspeita de corrupção, um ex-diretor também é alvo de prisão e a sede do órgão foi alvo de busca e apreensão.
São cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, 79 mandados de busca e apreensão e também afastamento de servidores públicos. A Justiça Federal de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das empresas envolvidas.
"O grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos", afirmou a PF em comunicado.