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Criança é picada 'acidentalmente' com seringa em unidade de saúde de SC; mãe teme contaminação

Mulher conta que filha foi atingida após uma profissional ter esbarrado na criança em corredor da unidade

24 abr 2024 - 05h00
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Resumo
Uma costureira teve sua filha de 8 anos picada 'acidentalmente' por uma profissional de saúde com uma seringa em um pronto-socorro de Barra Velha, Santa Catarina.
Criança é picada por seringa 'acidentalmente' em unidade de saúde de SC:

O que era para ser uma ida ao pronto atendimento para a realização de um raio-x virou motivo de apreensão para Silvana Albuquerque, de 35 anos. Isso porque a filha da costureira, de 8 anos, que a acompanhava para fazer o exame, foi picada 'acidentalmente' no ombro com uma seringa. O incidente ocorreu na última quarta-feira, 17, quando as duas passavam pelo corredor do pronto atendimento de Barra Velha (SC).

Em entrevista ao Terra, Silvana conta que estava ao lado da filha, de mãos dadas, quando uma profissional, que estava com duas seringas nas mãos, saiu da sala de medicação e esbarrou na criança. 

"Ela virou na hora que eu estava passando com minha filha. E, quando ela virou, não sei se ela se desequilibrou, eu sei que ela enfiou a agulha na minha filha. Ela falou 'desculpa', porque foi muito rápido e voltou pra sala de enfermagem", relata.

Silvana diz que a filha sentiu no momento que a agulha perfurou seu braço. Ao perceber o incômodo da menina, Silvana notou algumas manchas pequenas de sangue na camiseta que ela estava vestida. Pela forma como a profissional carregava a seringa, a costureira diz acreditar que o material tenha sido utilizado em outro paciente. "Ela ficou com a mão no ombro, e achei estranho. Ela contou tudo que sentiu, e eu fiquei desesperada, sem saber o que fazer."

Menina sofreu perfuração de forma 'acidental' em unidade de saúde em Santa Catarina
Menina sofreu perfuração de forma 'acidental' em unidade de saúde em Santa Catarina
Foto: Arquivo Pessoal

Por conta da perfuração, a criança precisou fazer exames de detecção de doenças, como HIV, sífilis e hepatite, e receber um coquetel de medicamentos. Segundo a mãe da menina, os resultados dos exames deram negativo.

"São medicamentos muito fortes, e ela chegou até a passar mal nos primeiros dias. E, agora, ela tem que fazer um tratamento por 28 dias, e durante 6 meses, tem o acompanhamento, e a cada 30 dias, o teste rápido", conta.

Após o ocorrido, Silvana registrou um boletim de ocorrência, e a criança passou por exame de corpo de delito na quinta-feira, 18. Em seguida, ela acionou o Ministério Público de Santa Catarina, que solicitou informações e providências à Secretaria de Saúde do município na última sexta-feira, 19.

“Eu espero de coração que troquem, que resolvam, que vejam onde que estão os erros lá dentro porque a população precisa dessa unidade de saúde. Eu quero que tudo isso passe logo e que nada aconteça com minha filha. Ver a minha filha passando nessa situação dói muito em mim”, desabafa.

Procurada pelo Terra, a Prefeitura de Barra Velha informou que está apurando o caso junto à Secretaria de Saúde. O órgão ficou de enviar informações atualizadas, mas não retornou até o momento da publicação.

Fonte: Redação Terra
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